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CORPO DE BOMBEIROS/MG

Samarco emite alerta por deslocamento de terra na barragem de Fundão, em Mariana

Aviso prevê a retirada de funcionários que possam estar no local; em novembro do ano passado, estrutura ruiu, matando 17

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Leonardo Augusto,
Especial para O Estado

27 Janeiro 2016 | 15h41
Atualizado 28 Janeiro 2016 | 17h36

BELO HORIZONTE - A barragem de Fundão, de rejeitos de minério de ferro da empresa Samarco, que ruiu em Mariana em 5 de novembro de 2015, registrou nesta quarta-feira, 27, novo deslocamento de lama, obrigando à retirada de funcionários da empresa do local. A tragédia do ano passado deixou 17 mortos e 2 desaparecidos, destruiu o distrito de Bento Rodrigues e causou uma enxurrada de lama que chegou ao Espírito Santo.

Segundo informações da Coordenadoria de Defesa Civil do Estado de Minas (Cedec), o material que se deslocou nesta quarta tem as mesmas características do que vazou em novembro, mas não chegou a sair da área da empresa. O chefe da força-tarefa do Ministério Público que investiga as causas do rompimento da barragem de Fundão, promotor Carlos Eduardo Ferreira Pinto, enviou uma equipe de técnicos ao local para apurar a dimensão do problema. Em nota, a Defesa Civil Estadual, que sobrevoou a área nesta quarta, informou que, “em torno das 12 horas houve uma movimentação de massa no material que sobrou na barragem”. 

Com o deslocamento dos resíduos, a empresa emitiu alerta amarelo, que prevê basicamente a retirada de funcionários da planta. Conforme informações do presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada do Estado de Minas (Siticop-MG), José Antônio da Cruz, funcionários, sobretudo de empresas terceirizadas, atuavam ao menos até a terça-feira em áreas atingidas pela lama próximas de Bento Rodrigues, na limpeza de acessos para máquinas e em reparos em outra barragem da empresa, de Germano, que passa por obras de reforço. 

Em nota oficial, a Samarco destacou que a evacuação foi preventiva e não houve a necessidade de acionamento de sirene por parte da empresa. “O volume deslocado permanece entre a barragem de Fundão e Santarém, dentro das áreas da Samarco”. O texto diz ainda que “as estruturas das barragens de Germano e Santarém permanecem estáveis com base no contínuo monitoramento”.

Visita. O deslocamento aconteceu justamente no segundo dia de visitas de integrantes do Fórum de Responsabilidade Corporativa (FRC) da mineradora BHP Billiton, controladora da Samarco juntamente com a Vale, à área devastada pelos rejeitos de minério de ferro da barragem do Fundão. O grupo - composto em sua maior parte por estrangeiros, integrantes de comitês de saúde, segurança e meio ambiente - ainda previa visitar o município de Barra Longa. Ao se apresentarem nesta quarta em Mariana, eles afirmaram ser parceiros da BHP Billiton, mas não funcionários. O objetivo da visita seria o de acompanhar como as mineradoras estariam atuando no pós-tragédia. Procurada, a BHP Billiton não quis comentar o caso.

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