Samba e capoeira para a ''First Lady''

Michelle encontra líderes juvenis em restaurante e pede que eles se tornem ''cidadãos do mundo''

Marta Salomon, O Estado de S.Paulo

20 Março 2011 | 00h00

Primeiro, Michelle Obama ganhou a boa-vontade da plateia com um "bom dia" - única expressão que aprendera em português. Depois, provocou a filha Malia ao ouvir um jovem dizer, em discurso, que havia aprendido a falar borboleta em 20 línguas: "Então, Malia, pelo menos em 20 línguas!" Foram apenas 35 minutos, mas bastaram para a primeira-dama exibir, no restaurante Oca da Tribo, em Brasília, toda sua simpatia.

Era um encontro com jovens líderes brasileiros e Michelle, trajando o mesmo vestido da recepção no Planalto, pouco antes, levou consigo as filhas Malia e Sasha. a mãe, Marian Robinson, e a madrinha, Eleonor Kay Wilson. Após ouvir histórias de esforço e superação dos jovens, ela respondeu com o próprio exemplo: não nasceu em família rica, morou em apartamentos pequenos, divida quarto com o irmão. O marido - isto é, Obama - também teve dificuldades, "mas agora ele é esperto", ponderou, arrancando risos de todos. "É preciso sonhar grande e realmente trabalhar duro e assumir riscos", conclamou, estimulando os jovens a serem "cidadãos do mundo".

Sempre sorrindo, Michelle bateu palmas ao ritmo do samba "Isto aqui, o que é?", de Ary Barroso, e dos lances de capoeira. Provocou a caçula Sasha, que, mais tímida, batia palmas quase sem mover as mãos. Em seguida, levada pelo ritmo da percussão de um grupo só de mulheres, acompanhou com discretos movimentos do corpo, que culminaram com um "Iuu-huuuu! Wonderful!". Ao final, cumprimentou cada um com um aperto de mão e tentou reconhecer alguns deles, aos quais havia prometido, no ano passado, uma visita ao Brasil.

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