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Sem casa, sem indenização e trabalhando por dívidas

- Atualizado: 31 Janeiro 2016 | 09h 02

Martins não revela o nome de quem está ganhando em seu lugar

MARIANA - Gilberto Martins, de 40 anos, homem do campo, ainda tenta entender como foi passado para trás: já vai para três meses a espera dele pela ajuda de custo garantida aos desabrigados pela lama da Samarco que vazou da barragem em Mariana. Até descobrir que o filho do patrão é quem está recebendo tudo em seu lugar.

O casebre às margens do Rio Gualaxo, onde morava com a mãe, dois irmãos e um tio, foi acachapado pelos rejeitos da mineradora. “Sobrou pouco para ver, foi barro até o teto”, conta. O lamaçal chegou à noite sem ninguém esperar, e só deu tempo de levar embora a roupa do corpo e uma bicicleta.

Fugiram todos para a casa do patrão, o dono do terreno, alguns metros morro acima e a salvo do perigo. O filho do patrão reivindicou o benefício para si e não para o funcionário sem-teto que, com a família, foi incluído como dependente. O homem, no entanto, não revela o nome de quem está ganhando em seu lugar. Ainda trabalha para ele na fazenda e, mais do que nunca, precisa do emprego para saldar dívidas e recomeçar onde tudo acabou

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