Sem ônibus em Salvador, polícia é acionada para garantir transporte

O Tribunal Regional do Trabalho também antecipou para a tarde de quinta-feira o julgamento do dissídio coletivo da categoria, anteriormente marcado para a manhã de sexta

Tiago Décimo, O Estado de S. Paulo

27 Maio 2014 | 20h04

SALVADOR - Apesar da determinação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de haver ao menos 70% da frota de ônibus nas ruas de Salvador nos horários de pico e 50% no restante do dia, durante a paralisação dos rodoviários na cidade, não há ônibus circulando na capital baiana no início da noite desta terça-feira, 27. A multa prevista em caso de descumprimento é de R$ 100 mil por dia, para o sindicato da categoria.

Apenas os micro-ônibus disponibilizados pela prefeitura, vans de transporte alternativo e mototaxistas são vistos nas ruas da cidade, que apresentam fluxo de veículos bem abaixo do registrado normalmente nos horários de pico. Segundo as empresas, trabalhadores impedem a saída dos ônibus das garagens, o que motivou a prefeitura e o governo baiano a fazer uma parceria, que envolve a atuação da Polícia Militar nas empresas, para facilitar a saída dos veículos e, em alguns casos, fazendo escolta dos coletivos. A intenção do poder público é impedir ações de vandalismo que prejudiquem o cumprimento da decisão judicial.

A expectativa é que a operação tenha início na madrugada desta quarta-feira. Além disso, o TRT antecipou para a tarde de quinta-feira o julgamento do dissídio coletivo da categoria, anteriormente marcado para a manhã de sexta-feira. A decisão foi tomada depois de o sindicato dos rodoviários condicionar o fim da paralisação ao julgamento.

Os trabalhadores reivindicam reajuste salarial de 12% e aumento do vale-refeição de R$ 12,30 para R$ 17 por dia. A proposta dos empresários, primeiramente aceita pelo sindicato, mas depois negada pela categoria, foi de reajuste salarial de 9%, mesmo índice de aumento aplicado ao vale-refeição (que iria para R$ 13,30).

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