André Dusek/Estadão
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Sequestrador pede extradição de Battisti, diz polícia

Segundo o 'Estado' apurou, Jac Souza dos Santos, de 30 anos, foi candidato a vereador pelo PP no TO e vítima é funcionário do hotel

FÁBIO BRANDT, O Estado de S. Paulo

29 Setembro 2014 | 13h08

Atualizado às 13h50

BRASÍLIA - O sequestrador que mantém um homem refém no Hotel Saint Peter, na região central de Brasília, pede a extradição do ex-ativista italiano Cesare Battisti e a aplicação prática da Lei da Ficha Limpa como condições para soltar o refém, afirmou o chefe da Divisão de Comunicação da Polícia Civil do Distrito Federal, o delegado Paulo Henrique Almeida, nesta segunda-feira, 29.

Segundo o Estado apurou com autoridades que investigam o caso, o sequestrador se chama Jac Souza dos Santos, tem 30 anos e foi candidato a vereador pelo PP na cidade de Combinado, no interior de Tocantins. Santos tem uma fazenda avaliada em R$ 600 mil e também foi secretário de Agricultura de Combinado. 

O nome da vítima, que é funcionário do hotel, é Ailton. O nome de Ailton foi confirmado por Clodoaldo Andrade, que é secretário-geral do PTN e ex-gerente do hotel, que tem entre seus sócios o presidente da sigla, José de Abreu.

O hotel foi palco de uma polêmica, pois seria o local do emprego que garantiria o regime semiaberto ao ex- ministro José Dirceu, condenado no mensalão. Apesar de o PT ser uma sigla que majoritariamente foi contra a extradição de Battisti e o hotel ter sido palco desse episódio com Dirceu, as autoridades não confirmam qualquer ligação entre a revolta do criminoso com o PT.

Segundo o delegado Paulo Henrique Almeida, o criminoso está "reticente" em se entregar e tem feito ameaças constantes de detonar um suposto explosivo. Almeida ainda informou que um dos três negociadores que mantêm contato com o criminoso é especialista em explosivos e está no 13º andar do hotel, onde o caso transcorre. Ele vai tentar saber se o artefato que está com o criminoso é bomba ou não.

Almeida pondera, no entanto, que, mesmo sendo uma bomba, o material não tem potencial para destruir o hotel, mas apenas para causar danos no andar. 

Ainda segundo a polícia, o criminoso age sozinho. Atuam na inteligência do caso, além da Polícia Civil, agentes da Polícia Militar e da Polícia Federal.
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