Serra busca PMDB no Sul e na Bahia

Diretório gaúcho deve recomendar apoio ao tucano, liberando o voto dos filiados

Elder Ogliari/ PORTO ALEGRE Christiane Samarco / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

14 Outubro 2010 | 00h00

Na busca de apoios para o segundo turno, o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, reuniu-se ontem em Porto Alegre com o candidato (derrotado) do PMDB ao governo gaúcho, José Fogaça, mas saiu da conversa sem nenhuma decisão formal a seu favor. Ao mesmo tempo, em Salvador, o tucano Jutahy Magalhães discutiu o assunto com PMDB e PR.

Na visita ao Sul - onde se reuniu com militantes e prometeu obras como o metrô e uma nova ponte sobre o Rio Guaíba - o tucano comemorou, no entanto, a adesão em bloco do PP, que já o apoiava no primeiro turno.

A posição de Fogaça, que evitou um compromisso de seu partido, não altera o quadro no Rio Grande do Sul. Segundo outras lideranças do PMDB, como os deputados federais Ibsen Pinheiro e Osmar Terra, a legenda tende mais a apoiar Serra do que a petista Dilma Rousseff. O PMDB gaúcho reúne-se hoje e deve recomendar apoio a Serra mas liberar o voto dos filiados.

"Claro que eu gostaria de ter o maior número de apoios", afirmou o tucano ao sair do encontro com Fogaça. Ele reuniu-se também com líderes do Movimento Suprapartidário Gaúchos, que reúne simpatizantes do PSDB, PPS e PHS, em bloco, e algumas alas de outras quatro legendas - PMDB, PP, PTB e DEM.

"Virada". Numa operação de avanço sobre bases lulistas na Bahia, o deputado tucano Jutahy Magalhães reuniu ontem cerca de 500 líderes de vários partidos, entre eles PMDB e PR, e afirmou que o clima "é de virada" em favor de Serra. "Os deputados federais e estaduais estão todos querendo ajudar", garantiu. E citou o ex-candidato a governador Geddel Vieira Lima (PMDB) e o deputado estadual Eumar Nascimento, do PR. Serra teve no Estado 20% dos votos no dia 3. O PSDB diz ter pesquisas indicando que ele já chegou aos 33%.

Aborto

No Sul, José Serra afirmou nunca colocou o aborto como pauta na campanha. "Você não escolhe todos os temas", avisou, dizendo que alguns "ficam postos pela opinião pública e pela imprensa".

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