Sindicato de motoristas cancela greve em Salvador, mas grupos ameaçam parar

Os empresários ofereceram 9% de reajuste salarial, aumento de 9% nos vales-alimentação e redução da jornada de trabalho de 8 para 7 horas

Tiago Décimo, O Estado de S. Paulo

26 Maio 2014 | 18h37

SALVADOR - Um acordo entre os sindicatos patronal e dos trabalhadores do sistema de transporte público de Salvador, feito nesta segunda-feira, 26, impediu a greve dos rodoviários que estava marcada para ter início à 0 hora desta terça-feira. Alguns grupos de trabalhadores, porém, dizem não ter participado da decisão e ameaçam manter a paralisação.

A contraproposta do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Salvador (Setps) foi apresentada aos trabalhadores no fim da manhã. Os empresários ofereceram 9% de reajuste salarial, aumento de 9% nos vales-alimentação e redução da jornada de trabalho de 8 para 7 horas. A reivindicação do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários do Estado da Bahia (Sintroba) era reajuste de 15% nos vencimentos, de 63,5% nos vales e redução da jornada para 6 horas diárias.

Em assembleia realizada à tarde, o sindicato decidiu cancelar a greve, que havia sido marcada na última quinta-feira. Muitos trabalhadores, porém, não conseguiram entrar no sindicato na hora da votação, por não haver lugar, e se organizam para manter a paralisação. Em alguns terminais da cidade, os ônibus pararam de circular no horário da assembleia e não haviam retornado até o início da noite.

"Essas ações não são apoiadas pelo sindicato", diz o vice-presidente do Sintroba, Fábio Primo. "Consideramos o acordo satisfatório, com reajuste de 9% e redução da carga horária. Foi o melhor acordo do Norte-Nordeste." O prefeito Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM) comemorou a decisão dos trabalhadores de não iniciar a greve, mas a Prefeitura anunciou ter montado um plano emergencial, com uso de 300 micro-ônibus, para o caso de haver paralisação do sistema.

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