Situação de Weslian pode criar impasse no resultado

As dúvidas sobre a validade ou não da candidatura de Weslian Roriz (PSC) podem fazer com que o eleitor do Distrito Federal vá às urnas no domingo sem ter certeza se conhecerá o novo governador tão cedo.

Carol Pires / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

02 Outubro 2010 | 00h00

Weslian substituiu o marido, Joaquim Roriz (PSC), barrado pela Ficha Limpa, mas também teve o pedido de registro questionado pelo procurador eleitoral Renato Brill de Góes, que aponta "candidatura laranja".

Seu pedido de registro será julgado hoje pelo Tribunal Regional Eleitoral. Caso ela tenha a candidatura aceita, a eleição ocorrerá normalmente e o resultado será proclamado assim que os votos forem contabilizados. O cenário pode se complicar caso ela tenha a candidatura barrada e nenhum dos outros candidatos alcance votos suficientes para vencer no primeiro turno.

Isso porque o tribunal considerará os votos dos candidatos impugnados como anulados num primeiro momento. Se o registro for obtido recorrendo ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no entanto, os mesmos votos serão reconsiderados. "Os candidatos que recorreram, com registro indeferido, não vão ter os nomes incluídos no resultado. Esses votos são considerados nulos até que haja resultado contrário da Justiça Eleitoral", explicou o vice-presidente do TRE-DF, Mário Machado.

Na primeira hipótese, Weslian poderia ganhar em primeiro turno, e, impugnada, não poderia ser declarada eleita enquanto não conseguir o registro. Na possibilidade de ficar em segundo, também não poderia ser declarada candidata ao segundo turno. Mais uma vez, ela precisaria de um resultado favorável no TSE antes de ser anunciada como candidata. Uma terceira possibilidade é a de ela ser a segunda candidata mais votada, mas não conseguir o registro no TSE. Neste caso, o segundo turno seria entre o primeiro e o terceiro colocados.

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