Sobe para quatro o número de mortos pelas chuvas em PE; desalojados chegam a 55 mil

Quarto óbito aconteceu nesta quarta após um deslizamento na zona norte do Recife; uma pessoa segue desaparecida e a chuva forte continua na região

Monica Bernardes, Especial para O Estado

31 Maio 2017 | 15h37

RECIFE - Em Pernambuco, na manhã desta quarta-feira, 31, chegou a 55,1 mil o número de desabrigados e desalojados em função das fortes chuvas que atingem o Estado desde o final da semana passada. Ainda de acordo com dados da Defesa Civil do Estado, 29 cidades sofrem as consequências das precipitações. Destas, 24 estão em estado de emergência. No início da tarde, foi confirmada a quarta vítima fatal no Estado. Um mulher, de 37 anos, cuja identidade não foi revelada, faleceu vítima de um deslizamento, ocorrido pela manhã, no bairro de Dois Unidos, na zona norte do Recife. 

Anteriormente, a Defesa Civil já havia confirmado outras três mortes no Agreste. Duas em Lagoa dos Gatos, no domingo, uma em Caruaru, também no final de semana. Uma mulher continua desaparecida na mesma região. Desde a madrugada continua chovendo forte no Agreste e Zona Mata e também na região metropolitana do Recife. 

Na capital, onde nas últimas seis horas choveu 82 milímetros – volume esperado para um período de oito dias – a Defesa Civil municipal registrou, nesta manhã, dois deslizamentos de barreiras. O primeiro aconteceu no bairro da Várzea, na Zona Oeste e o segundo, na Zona Sul, no bairro do Jordão. Não houve feridos.  Durante toda a manhã o trânsito na capital ficou complicado porque além dos alagamentos, pelo menos sete árvores de médio e grande porte, caíram interrompendo o tráfego e causando prejuízos em residências, prédios e automóveis. 

No interior algumas famílias até tentaram retornar para suas casas, mas na maior parte das cidades atingidas pelas enchentes o sistema de abastecimento de água e energia elétrica estão com problemas. Em Palmares, na Mata Sul, onde mais de 17 mil pessoas – dos 65 mil moradores da cidade - estão desalojados ou desabrigados o dia foi de contabilizar os prejuízos para dezenas de comerciantes. 

“Além de perdemos muita coisa por causa da água, da enchente, ainda temos que arcar com o prejuízo causado pelos arrombamentos e roubos. Como não há segurança eficiente na região, a calamidade está instalada e os marginais se aproveitam para levar o que sobrou. Ontem estive na minha padaria quando a água começou a baixar. Tínhamos colocado vários equipamentos em cima de mesas e balcões para proteger da água. Mas os ladrões levaram tudo nesta madrugada. Pedir computador, empacotadora, balança digital, telefone sem fio, impressora e só Deus sabe mais o que. É muito revoltante”, lamentou o comerciante Gabriel Lins. 

Em Rio Formoso, também na Mata Sul, os equipamentos do Hospital de Campanha que será montado pelo Exército começaram a chegar nesta manhã. A previsão da prefeitura local é de que os trabalhos de montagem devem iniciar amanhã.

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