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Suspeito de estupro mata escrivã em delegacia no interior do Maranhão

Ernesto Batista - Especial para O Estado

16 Maio 2014 | 17h 17

Loane Maranhão da Silva, de 31 anos, foi assassinada a facadas; investigadora também se feriu

SÃO LUÍS - A escrivã Loane Maranhão da Silva Thé, de 31 anos, foi assassinada a facadas por um homem suspeito de praticar abuso sexual contra as próprias filhas, de 9 e 10 anos. O crime aconteceu quando Loane ia tomar depoimento do acusado, o gari Francisco Alves da Costa, de 47 anos, dentro, da delegacia de polícia da cidade de Caxias, distante 360 quilômetros de São Luís. A investigadora Marilena Moraes tentou impedir a ação, e também foi ferida a facadas pelo acusado, mas não corre risco de morrer.

Costa havia sido intimado a comparecer na Delegacia da Mulher para prestar depoimento sobre a acusação de abuso sexual contra suas filhas. Ao chegar à Delegacia, Costa não foi revistado, mas estava armado com uma faca de cozinha, que, de forma inesperada, usou para atacar a escrivã na garganta e no tórax.

Na confusão, Marilena tentou impedir que ele fugisse, mas acabou sendo esfaqueada duas vez no abdome. Em meio ao tumulto que se seguiu ao atentado, Costa conseguiu fugir, mas acabou sendo preso por policiais militares próximo a rodoviária de Caxias.

Ele foi levado para a Delegacia Regional e autuado em flagrante pelos crimes de homicídio qualificado e tentativa de homicídio com agravantes. A arma utilizada no crime também foi apreendida.

De acordo com o delegado Celso Rocha, que comanda o inquérito que trata do assassinato da escrivã, o acusado atacou a escrivã e a investigadora quando ficou com medo de ser preso, embora, naquele momento, ele não pudesse ser detido. "Ele estava sendo ouvido depois de ser intimado. Somente depois de concluído o inquérito é que a prisão seria pedida", explicou o delegado.

Sobre o fato de Francisco ter entrado na delegacia armado com uma faca, o delegado disse não ser comum suspeitos serem revistados. "É um procedimento normal (não ser revistado) e que, quando a pessoa não é presa não é feito", disse Rocha.

Francisco Alves da Costa vai permanecer preso em Caxias e não há previsão de que seja levado ao Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

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