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Suspeito de matar cinegrafista não confessa crime, mas polícia dá caso como esclarecido

Caio de Souza, apontado como responsável por acender rojão que matou Santiago Andrade, chegou à Cidade da Polícia, no Rio, nesta manhã e manteve-se calado sobre o incidente

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O Estado de S. Paulo

12 Fevereiro 2014 | 12h15

Suspeito de acender o rojão que atingiu o cinegrafista Santiago Andrade, da TV Bandeirantes, em protesto do dia 6 no Rio, Caio de Souza, de 23 anos, não confessou o crime ao ser detido na madrugada desta quarta-feira, 12. O auxiliar administrativo foi preso em Feira de Santana, na Bahia, após seu advogado, Jonas Tadeu Nunes, convencê-lo a se entregar.

Souza chegou ao Rio de avião na manhã desta quarta e foi encaminhado à Cidade da Polícia (Jacaré, zona norte), onde o delegado da 17ª Delegacia de Polícia (DP), Maurício Luciano de Almeida, responsável pela prisão, concedeu entrevista coletiva. Responsável por investigar o caso, Luciano afirmou que Souza não se manifestou em nenhum momento sobre sua participação no episódio."Ele não admitiu nem negou nada do que lhe é atribuído", afirmou.

Segundo o delegado, Souza, que mora em Nilópolis, na Baixada Fluminense, resolveu deixar o Estado do Rio na manhã de segunda-feira, 10, ao saber que havia sido identificado. Comprou uma passagem na Rodoviária Novo Rio para a cidade de Ipu, no Ceará, onde moram seus avós, mas resolveu descer do ônibus antes. Seu advogado, que mantinha com ele conversas por telefone, foi quem o convenceu a descer em Feira de Santana. Segundo o delegado Maurício Luciano, o local onde ocorreria a prisão, uma pensão, foi previamente combinado.

Inquérito. Segundo a polícia, o inquérito sobre a morte do cinegrafista está praticamente concluídos, faltando apenas algumas peças periciais. O tatuador Fábio Raposo, que admitiu ter repassado o rojão usado no disparo, e Souza serão indiciados por homicídio doloso (quando há intenção de matar), agravado pelo uso de explosivos e pelo crime de explosão. Somadas, as penas podem chegar a 35 anos de prisão.

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