TAM espera resoluções da Anac para rever frota e malha

A TAM manteve nesta terça-feira a previsão de aumento do tráfego de passageiros no Brasil em 2007, de 10 a 15 por cento, enquanto avalia os impactos do maior acidente aéreo da história do país envolvendo um de seus aviões. Há uma semana, um avião A320 da TAM, que fazia o vôo 3054, explodiu ao se chocar contra prédios vizinhos ao aeroporto de Congonhas, em São Paulo, após tentar pousar. Cerca de 200 pessoas morreram. "Até o momento nós estamos mantendo nossa projeção de crescimento do mercado", disse em teleconferência com analistas e investidores o vice-presidente financeiro da companhia aérea, Líbano Barroso. "É cedo ainda para fazer estimativas de impacto na demanda e nos preços (de passagens)." Ele disse que a TAM vai aguardar o detalhamento de medidas da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para redimensionar a malha aérea nacional, sobretudo a partir de Congonhas. Depois disso, a companhia irá rever seu plano de frota e a projeção de ocupação das aeronaves. Considerando toda a malha da TAM, 30 por cento das conexões dos vôos da companhia, em média, são feitas em Congonhas. "Tão logo nós tenhamos a clareza das medidas, nós vamos medir qual será o impacto... O fato de diminuir em conectividade pode ter diminuição de horas voadas, tem reflexo em custos e geração de oferta de assentos", disse Barroso. O executivo evitou, porém, fornecer detalhes, dizendo que não poderia dar informações devido ao período de silêncio que antecede a publicação do balanço da TAM, no próximo dia 10. TAM TEM 45 PCT DE CONGONHAS Na sexta-feira, o governo anunciou medidas para desafogar Congonhas, em meio a críticas sobre as condições de segurança do aeroporto, incluindo a restrição de seu uso como ponto de conexões. A Anac tem 60 dias para redistribuir as autorizações dos horários dos vôos no aeroporto paulista. A TAM, líder dos mercado doméstico e internacional, tem cerca de 45 por cento dos "slots" --direitos a pousos e a decolagens-- em Congonhas, segundo Barroso. Nos vôos realizados neste mês, disse o vice-presidente da TAM, a taxa de ocupação está em torno de 75 por cento, tanto nos vôos internos quanto internacionais. A TAM acredita que a maior parte dos vôos de até 2 horas, que atendem principalmente a executivos, continuará em Congonhas. Barroso afirmou que os vôos com entre 1h30 e 2h de duração representam de 30 a 35 por cento da receita da TAM. As ações da TAM perderam cerca de 18 por cento de seu valor desde o acidente. Nesta terça-feira, às 15h21, os papéis da empresa registravam baixa de 1,66 por cento, a 53,45 reais. Apesar da queda nesta sessão, o desempenho era melhor que o Ibovespa, que cedia 3,37 por cento.

CESAR BIANCONI, REUTERS

24 Julho 2007 | 16h35

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