Técnicos preparam transição no governo do RS

Opção foi adotada pelo governador eleito Tarso Genro para evitar a retirada de quadros políticos da campanha de Dilma Rousseff no segundo turno

Lucas Azevedo, O Estado de S.Paulo

17 Outubro 2010 | 01h00

Eleito no primeiro turno como governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT) deve anunciar os nomes do seu secretariado em novembro, quando será instalado o gabinete de transição. Até lá, um time de 12 assessores técnicos estão levantando dados, prazos e demandas do Estado para municiar o trabalho intermediário do governo.

A equipe tem representantes das bancadas do PT, PSB, PC do B e PR, da coligação Unidade Popular que elegeu o petista. A opção pelos técnicos evitou a retirada de quadros da campanha de Dilma Rousseff no segundo turno, sem prejudicar a transição.

A governadora Yeda Crusius (PSDB), que tentou a reeleição, ficou em terceiro lugar, com 18,4% dos votos válidos. Tarso espera ter contato em breve com a tucana.

Ex-ministro da Justiça, Tarso venceu com 54,35% dos votos válidos, após duas tentativas malsucedidas. Em 1990, havia ficado em quarto lugar e, em 2002, após largar a prefeitura de Porto Alegre, provocou uma prévia que alijou da disputa o então governador Olívio Dutra (1999-2002), candidato natural à reeleição.

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