Wilton Junior|Estadão
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Temer diz que anunciará até segunda-feira nome para Ministério da Segurança

Presidente afirma que a criação da pasta 'pode implicar' em mais gastos, porém, a medida 'é importante'

Carla Araújo, O Estado de S.Paulo

23 Fevereiro 2018 | 13h05

BRASÍLIA - O presidente Michel Temer disse na manhã desta sexta-feira, 23, em entrevista à Rádio Bandeirantes, que ainda avalia o formato da criação do Ministério da Segurança, que há cerca de "10 nomes cogitados" para o cargo e que deve fazer o anúncio da formalização da criação da pasta até a próxima segunda-feira, 26. 

"Não vou ficar apenas na intervenção, entre amanhã e depois estarei anunciando o Ministério Extraordinário da Segurança Pública", afirmou, para depois completar: "Ainda não se sabe (o nome), vou anunciar na segunda-feira. Há uns 10 nomes cogitados."

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Temer disse que a criação da pasta "pode implicar" em mais gastos, porém, a medida "é importante". "Nós já temos as missões constitucionais que cabem à União Federal, tráfico de drogas, fronteiras. O que nós vamos fazer com o ministério é coordenar a ação de Segurança Pública em todo o País, o que nenhum governo federal quis fazer", declarou. "Eu tive coragem para fazer isso". 

Segundo o presidente a nova pasta vai usar também a área de inteligência "para desbaratar o crime organizado".  "O Ministério da Segurança vai cuidar de constituir uma guarda nacional", anunciou.  De acordo com Temer, mesmo com a migração da Polícia Federal da pasta da Justiça para o novo ministério, a PF continuará com "autonomia absoluta para fazer o seu trabalho". 

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Recursos. O presidente rechaçou a possibilidade de criação de tributos para custear as ações de segurança e disse que o Rio usará recursos estaduais e se for necessário receberá aportes do governo federal. "Não haverá imposto nenhum sobre segurança; não há essa intenção", afirmou. 

Formato legal. Temer disse ainda que está avaliando o melhor formato de criação da pasta e apesar de pensar na possibilidade de editar um decreto, seria "bom" que a medida passasse pelo Congresso. "Eu estou examinando essa hipótese. Se houver condições de fazer por decreto, confesso que ainda não tenho convicção (...) acho que é bom passar pelo Congresso. Se for o caso de Medida Provisória o Congresso vai examinar", disse. Segundo Temer, há "urgência e relevância" para justificar a criação da nova pasta. 

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