Terceira pista pode até afetar o uso das outras

Apontada pelos governos federal e estadual como uma alternativa para melhorar as operações no aeroporto, a terceira pista de Guarulhos, que permitiria dobrar o total de pousos e decolagens diários - que se encontram atualmente na casa dos 425 por dia - também é criticada por especialistas. O engenheiro Corrado Balduccini, consultor em projetos de aeroportos, afirma que a localização da obra pode fazer as decolagens na nova pista ocorrerem apenas quando as outras duas não estiverem em funcionamento. "Do lado esquerdo da pista, estão as Serras da Cantareira e da Mantiqueira. Na decolagem, o piloto necessariamente terá de arremeter para a direita, o que cruza o trajeto das duas pistas existentes. Para poder funcionar, os pousos e decolagens nas duas pistas terão de ser interrompidos", avalia. Estudo feito por Hugo Vieira de Vasconcelos, do Instituto de Tecnologia da Aeronáutica (ITA), concluído em 2005, aponta ainda que a nova pista, com 1.800 metros de comprimento, não seria extensa o suficiente para receber aviões de grande porte, que precisariam continuar usando as duas pistas atuais, que por esse motivo permaneceriam sufocadas. Segundo o estudo, o Airbus, por exemplo, só poderia usar a pista quando ela estivesse seca.

O Estadao de S.Paulo

07 Julho 2030 | 00h00

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