Termina rebelião em presídio em Minas Gerais

Presos entram em acordo com a polícia e trocam quatro reféns pela transferência de 11 detentos

Ernesto Batista, especial para o Estadão,

26 Outubro 2007 | 19h51

Durou cinco horas a rebelião de mais de 50 presos na Cadeia Pública de João Monlevade, a 105 quilômetros de Belo Horizonte. Os amotinados libertaram um policial e três presos feitos reféns em troca da transferência de 11 detentos. O motim começou às 7h30 desta sexta-feira, 26, quando o agente distribuía o café da manhã para os presos e acabou sendo dominado.   Os presos rebelados não estavam armados, mas enrolaram os três detentos feitos de reféns em lençóis e ameaçaram atear fogo neles se as reivindicações não fossem atendidas. As negociações ficaram por conta do Grupo de Respostas Especiais (GRE) da Polícia Militar, que por volta das 15 horas conseguiu fechar um acordo com os líderes da rebelião e libertar os reféns.   Após o fim da rebelião, os presos foram reunidos no pátio da Cadeia Pública, sem roupas, e começou uma revista nas celas.   A principal reclamação dos rebelados era a mesma de quase toda rebelião nos presídios e cadeias brasileiras: a superlotação. Hoje a Cadeia Pública está em reforma, para colocação de chapas de aço nos fundos das celas, o que acabou agravando a superlotação da prisão mineira, que tem capacidade de abrigar apenas 45 presos.

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