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Testemunha liga queda de viaduto em BH à retirada de escoras

Bruno Ribeiro e Marcelo Portela - O Estado de S. Paulo

03 Julho 2014 | 21h 30

Imagens na internet mostram o momento em que estrutura desabou

Atualizada às 23h57

Testemunhas contaram aos bombeiros de Belo Horizonte que o desabamento do Viaduto Guararapes, em Belo Horizonte, ocorreu no momento em que trabalhadores da obra retiraram as escoras da estrutura de concreto. Imagens divulgadas na internet mostram o momento em que a estrutura desabou na Avenida Pedro I. Duas pessoas morreram e 21 ficaram feridas. 

O local do acidente e imóveis do entorno foram vistoriados por peritos e bombeiros. Os imóveis chegaram a sacudir, segundo testemunhas, com o impacto da queda. Mas nenhum detalhe sobre eventuais consequências foi divulgado.

A obra acidentada faz parte da segunda fase (de quatro) de um conjunto de intervenções em Belo Horizonte para melhorar a mobilidade urbana, e implementação do corredor de ônibus expresso (BRT) da cidade. Trata-se de obra financiada com recursos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) da Copa do Mundo, estimado em R$ 713 milhões. Esta fase consistia em duplicar a Avenida Pedro I, construir os viadutos e executar serviços de drenagem pluvial.

Segundo o site de Transparência da Copa, do governo federal, 92% dos serviços estão concluídos. A previsão de entrega da obra, no entanto, indica atraso. Os serviços deveriam estar concluídos em abril. 

Copa. A avenida em que se encontra o viaduto é uma das duas ligações entre o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na Região Metropolitana da capital, e o centro de Belo Horizonte. Com a interdição da Pedro I, o acesso ao terminal será feito apenas pela Avenida Cristiano Machado, que ontem ficou totalmente sobrecarregada pelo tráfego.

A Pedro I está na mesma região do Estádio Governador Magalhães Pinto, o Mineirão, que na próxima terça-feira receberá uma das semifinais da Copa do Mundo. Caso o Brasil passe pela Colômbia na partida de hoje, a arena receberá justamente a partida da seleção brasileira. Segundo a Fifa, cerca de 70% dos ingressos para esse jogo foram vendidos para moradores de outras cidades e estrangeiros.

Clayton de Souza/Estadão
O ônibus atingido pelo desabamento faz parte do sistema do Move, que já circula pela região apesar das obras

Construtora. A Construtora Cowan, contratada pela prefeitura de Belo Horizonte para executar a obra, informou por meio de nota que “lamenta profundamente o ocorrido e não está medindo esforços para oferecer o apoio necessário às vítimas e aos familiares”. 

O texto enviado pela empresa nesta quinta-feira não fez menção a possíveis causas da tragédia, mas disse que uma equipe técnica fará a investigação do caso. “Foram direcionadas equipes ao local para a remoção da estrutura, até mesmo providenciando iluminação e demais suportes necessários à realização dos trabalhos, que devem se estender pelos próximos dias”, disse a empresa, em nota. 

Entenda o acidente. O desabamento do Viaduto Guararapes nesta quinta-feira, 3, em Belo Horizonte causou a morte de duas pessoas - a motorista de um ônibus e o motorista de um carro de passeio - e deixou ao 21 feridas. A alça do viaduto caiu sobre a Avenida Pedro I, na altura do bairro São João Batista, na Pampulha, e quatro veículos ficaram sob a estrutura, que ruiu pouco após as 15 horas.

A maior parte das vítimas estava em um micro-ônibus da linha suplementar 70. O veículo era dirigido por Hanna Cristina dos Santos, de 25 anos, que morreu no local. A filha da motorista, de 5 anos, também estava no veículo e foi encaminhada ao Hospital Risoleta Tolentino Neves, na região de Venda Nova, sem risco de morrer. “Esse acidente foi muito chocante. A gente viu o viaduto caindo. Bati a cabeça e ficou muita gente ferida no chão lá”, contou Enilson Luiz, de 36 anos, que estava no micro-ônibus e também precisou de atendimento médico. 

Além do coletivo, que teve a frente esmagada, o viaduto caiu sobre dois caminhões e um veículo de passeio que seria um Fiat Uno, com placas GSZ-5394, de Lagoa Santa, na Região Metropolitana da capital. Segundo o assessor dos bombeiros, tenente-coronel Edgar Estevo, a família do proprietário do veículo foi localizada e a hipótese mais provável é que o homem estivesse sozinho no carro.

 

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