Texto cita 'reforma do Estado' e candidata defende 'meritocracia'

Diretrizes mencionam ainda que o Bolsa-Família faz parte de uma política econômica, e não de 'cooptação'

Malu Delgado, O Estado de S.Paulo

26 Outubro 2010 | 00h00

Sem detalhar suas intenções nesta área, a presidenciável Dilma Rousseff (PT) defendeu, no documento-síntese de seus compromissos programáticos, uma "reforma do Estado" que dará "mais transparência e permeabilidade às demandas da sociedade, além de garantir eficácia no combate à corrupção".

O compromisso está no item 1 do documento, acompanhado, inclusive, da promessa de empenho por uma reforma política "que fortaleça as instituições".

A candidata afirmou ontem, em entrevista após a reunião com dirigentes de partidos, que pretende zelar pela "qualidade dos serviços públicos prestados por um Estado cada vez mais meritocrático e profissional".

Diante das dúvidas sobre as propostas do PT em relação ao chamado controle social dos meios de comunicação, a candidata abriu o documento propondo "garantia irrestrita da liberdade de imprensa e de expressão e da liberdade religiosa".

O documento divulgado ontem classifica os programas sociais implementados no governo Lula como "o elemento estruturante de uma nova política econômica que elegeu a ascensão social e geração de emprego como suas prioridades".

O Bolsa-Família e outras políticas sociais, destaca o texto, não podem ser vistos como "complemento compensatório de orientações econômicas conservadoras, menos ainda como mecanismo de cooptação de setores da sociedade", como afirmaram seus adversários.

As três primeiras páginas que resumem os compromissos programáticos de Dilma fazem uma retrospectiva do governo Lula e citam, por cinco vezes, o duelo que se transformou no eixo da campanha: Lula-Dilma versus FHC-Serra. A intenção do material fica clara na seguinte frase: "O contraste entre o governo Lula-Dilma e o governo FHC-Serra fortalece, nesse segundo turno, o caráter claramente plebiscitário desta eleição. São dois projetos de País que se confrontam".

Dando como certa a eleição da petista, o texto destaca que o governo de Dilma "terá uma ampla base de apoio entre os governadores e sólida maioria no Senado e na Câmara dos Deputados".

Numa sinalização a eleitores de Marina Silva (PV) preocupados com temas como meio ambiente e sustentabilidade, parte do sucinto documento cita o assunto. A candidata diz que dará "continuidade ao programa de combate ao desmatamento" e promete manter metas anunciadas em Copenhague de redução de gases do efeito estufa.

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