Marcos de Paula/AE
Marcos de Paula/AE

Tijuca surpreende e bateria da Portela entusiasma no Rio

A primeira noite de desfiles do Grupo Especial do carnaval do Rio deu show e mostrou porque é mundialmente famosa. Os destaques ficaram para a Unidos da Tijuca, que respondeu a toda expectativa criada em volta da campeã de 2010, para a Imperatriz Leopoldinense, que perdeu o excesso mas não a beleza, e para a bateria da Portela, que após ser atingida pelo incêndio na Cidade do Samba há um mês, entrou apática na Marquês de Sapucaí.

estadao.com.br,

07 Março 2011 | 08h54

De volta do Grupo de Acesso, São Clemente acabou perdendo a originalidade ao tentar fazer um desfile de escola grande. Repleto de cartões-postais, a agremiação homenageou o Rio e fez uma apresentação sem grandes contratempos. O carro abre-alas, que representava o Pão de Açúcar – símbolo da escola -, teve um problema e deixou um buraco na passarela. O público não se empolgou com a apresentação.

Com destaque para a rainha de bateria, Luiza Brunet, a Imperatriz Leopoldinense entrou sem grandes luxos: cortou pedras, penas e plumas. Mas ganhou leveza, graça e beleza: com um tema sobre medicina, carregado de doenças, conseguiu falar de epidemias, gripes e outras doenças com descontração. A bateria tentou inovar com berimbaus entre os instrumentos, mas o som foi abafado pelo som dos tamborins, repiques e surdos.

O público esperou dos integrantes da Portela a garra da superação, após os estragos que a escola teve com o incêndio na Cidade do Samba, mas ficou decepcionado com a apatia. A famosa Velha Guarda foi ofuscada pela presença do jogador Ronaldinho Gaúcho. A bateria comandada pelo mestre Nilo Sérgio, no entanto, animou a Sapucaí e devolveu todo o entusiasmo da arquibancada.

Já a Unidos do Tijuca trouxe um enredo inusitado e ouviu gritos de “bicampeã” já com a passagem da comissão de frente – um grupo de zumbis que perdia a cabeça e as penas em diferentes momentos. A criatividade do carnavalesco Paulo Barros não parou aí: com o tema sobre o medo no cinema, trouxe momentos marcantes e assustadores da telona para a passarela do samba.

Vila Isabel fez um desfile de estrelas para falar de cabelos. Com Sabrina Sato à frente da bateria, a escola levou para a Sapucaí as beldades Gisele Bündchen, Quitéria Chagas, Tathiana Pagung, Bárbara Borges e Júlia Almeida. Para falar de tanto cabelo no enredo patrocinado por uma marca de xampu, não faltaram perucas ou montagens nas cabeças dos 3.800 integrantes.

Por último, a Estação Primeira de Mangueira fechou os desfiles com toda a expectativa criada por sua tradicionalidade. Com o avançado da hora e a chuva que voltou a cair na cidade, o público esperava pela animação samba. Ouviu o carnavalesco Ivo Meireles falar e o ator Milton Gonçalves fazer um discurso sobre o homenageado no enredo, Nelson Cavaquinho. Os integrantes da escola, porém, levantaram o público com o amor e orgulho pela agremiação: batiam no peito e gritavam com animação “Sou Mangueira”, acompanhados pela arquibancada.

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