Tiroteios assustam moradores e fecham comércio da Madureira, no Rio

Disputa por pontos de tráfico de drogas em favelas do bairro já dura quatro dias

Marcelo Auler, O Estado de S.Paulo

11 Outubro 2010 | 19h32

RIO - A disputa por pontos de vendas de drogas, que há quatro dias mantém sob intenso tiroteio as comunidades de três favelas de Madureira, na zona norte do Rio, levou ao fechamento, nesta segunda-feira, 11, do restaurante popular, que vende refeições a R$ 1,00 e está localizado na principal rua do bairro. Um cartaz, colado à porta do restaurante, anunciava o fechamento "por motivos de força maior".

 

Ninguém oficialmente confirmou a informação de que a interdição tenha sido causada pela ocupação do Morro São José da Pedra, localizado atrás do quarteirão do restaurante. Mas, desde sexta-feira, traficantes do Complexo do Alemão (em Olaria, também na zona norte) invadiram a localidade e tentam ocupar territórios também nos vizinhos Morro da Serrinha e favela da Patolinha, dominados por uma facção rival.

 

Na região vivem cerca de 25 mil pessoas. Alguns moradores acusaram a polícia de evitar incursões nessas favelas, que não ainda não fazem parte do programa de ocupação policial, desenvolvido pelo governo do Estado. "Se fosse na Zona Sul, a polícia já teria agido. Mas aqui em Madureira, nada aconteceu", disse ontem o diretor de uma das associações de bairro da região, que preferiu não se identificar.

 

No fim da tarde, um novo tiroteio teve início no morro São José da Pedra. Segundo informaram alguns moradores da Serrinha, os traficantes trocaram tiros com policiais militares que estavam na ruas que dão acesso ao morro. Ontem, véspera de feriado de hoje, o comandante do 41º Batalhão da Polícia Militar (Inhaúma) não estava na corporação, nem a titular da 29ª Delegacia Policial (Madureira).

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