''''Tive culpa, mas ela também''''

Entre brigas e reconciliações, o motorista J. mantém o relacionamento com M., que o acusou de tentativa de homicídio. Recentemente, deixou definitivamente a mãe dos quatro filhos para ficar com a amante. Conseguiu novo emprego e começou a se "reerguer". Mas então soube da ordem de prisão expedida contra ele, há duas semanas. "Ela (M.) ficou abalada. E eu não acho justo. Sei que tinha minha parcela de culpa, mas ela também. Era responsabilidade do casal. Essa decisão de me prender foi um baque, quebrou minhas estruturas", afirmou J. ao Estado. O motorista está foragido e pediu à reportagem que não publicasse seu nome. Também pediu que a identidade da amante fosse preservada. J. diz que tinha muitas parceiras e não sabe exatamente como contraiu o vírus da aids. Afirma que evitou contar a verdade para M. porque estava apaixonado. Ele garante que a ex-mulher não foi contaminada pelo HIV. Diz que seu salário é de R$ 650 e não tem dinheiro para pagar advogado. Teme procurar auxílio do poder público e ser preso. "Meu cérebro está congestionado, não sei o que fazer."

O Estadao de S.Paulo

13 Outubro 2007 | 00h00

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.