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Tremor no Rio Grande do Norte é sentido pelo nordeste

Agência Estado e Reuters

11 Janeiro 2010 | 17h 31

Terremoto de 4,3 graus de magnitude foi registrado em Taipu dias depois de abalo sísmico no mesmo local

Um terremoto 4,3 graus na escala Richter registrado nesta segunda-feira, 11, em Taipu, no litoral do Rio Grande do Norte, foi sentido também em cidades do nordeste do país, mas não há relatos de danos ou feridos, informou o Observatório Sismológico da Universidade de Brasília.

De acordo com o observatório, o tremor desta segunda-feira, ocorrido às 14h (de Brasília) é o segundo registrado no mesmo local em três dias, após um tremor de 3,7 graus de intensidade ocorrido no sábado.

"Felizmente não houve relatos de danos estruturais. Foi informado que as pessoas nas cidades de João Câmara, Natal e na própria Taipu sentiram o tremor e viram objetos balançando nas prateleiras e caindo no chão", disse por telefone Diogo Farrapo Albuquerque, analista de sinal sísmico da Universidade de Brasília.

"O tremor também foi sentido na Paraíba, na região de João Pessoa até Campina Grande, mas em menor intensidade por conta da distância", acrescentou. O analista afirmou que a intensidade do tremor é considerada entre moderada e forte.

Segundo o Observatório Sismológico, a região atingida tem histórico de atividade sísmica e os terremotos recentes foram causados pela reativação da falha sismológica de Poço Branco.

 

NOVOS TREMORES

 

O Rio Grande do Norte pode ser atingido por outros tremores, além dos dois já ocorridos. "É bem provável que ocorram outros, desencadeando o que chamamos de enxame sísmico", explica o professor de Sismologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Joaquim Ferreira.

 

O epicentro dos abalos é o município de João Câmara, distante 70 quilômetros da capital. A governadora Wilma de Faria anunciou que o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil irão se reunir para avaliar os possíveis danos já provados pelos tremores. Já a prefeita de Natal, Micarla de Sousa, convocou as secretarias que integram a Defesa Civil para traçar um plano emergencial, caso os tremores voltem a se ocorrer.

 

Texto atualizado às 18h32.

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