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Três anos depois, Santa Maria homenageia mortos na Boate Kiss

- Atualizado: 27 Janeiro 2016 | 14h 26

Atos em memória às vítimas tiveram início nesta terça, quando familiares e amigos caminharam até o local da tragédia

PORTO ALEGRE - No dia em que o incêndio da Boate Kiss completa três anos, uma série de homenagens às vítimas ocorre em Santa Maria, na região central do Rio Grande do Sul, palco da tragédia que deixou 242 pessoas mortas e feriu mais de 600.

Os atos em memória aos mortos tiveram início ainda na noite desta terça-feira, 26, quando familiares e amigos das vítimas se reuniram no centro da cidade e se deslocaram em caminhada até a frente do prédio em que funcionava a Kiss. Lá, na Rua dos Andradas, mais de uma centena de pessoas pediram por Justiça.

O incêndio na Boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul provocou a morte de 242 pessoas e deixou ainda mais de 600 feridos em janeiro de 2013

O incêndio na Boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul provocou a morte de 242 pessoas e deixou ainda mais de 600 feridos em janeiro de 2013

Vestindo branco e empunhando faixas e cartazes, aos gritos clamavam para que o rol de responsáveis seja ampliado. Até o momento, apenas quatro pessoas físicas foram responsabilizadas pelas mortes: os ex-sócios donos da boate, Elissandro Spohr e Mauro Hoffmann; dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira, entre eles o vocalista Marcelo de Jesus dos Santos; e o funcionário Luciano Bonilha Leão. Todos respondem por homicídio doloso.

Um dos momentos de maior emoção foi registrado às 2h30. Naquele horário, uma serene soou e familiares espalharam fumaça pela fachada do prédio. Era a lembrança da hora em que o incêndio teria iniciado, há três anos. A vigília durou até as 5h30. Para esta quarta-feira, 27, estão programadas atividades a partir das 17 horas. Às 19h30, está previsto um culto ecumênico na Praça Saldanha Marinho, a principal de Santa Maria.

O imóvel em que funcionava a boate teve, nesta semana, sua parte externa pintada de preto, recebeu grafites e teve escrita a fase: "O missão mata. É o ato ou efeito de omitir, é o deixar de fazer, dizer ou escrever. É não agir quando se esperaria que o fizesse".

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