Troca de ataques marca a disputa

Amapá

Alcinéa Cavalcante, O Estado de S.Paulo

31 Outubro 2010 | 00h00

Incidentes violentos, acusações e boatos marcaram a campanha eleitoral no Amapá. Os dois candidatos a governador que se enfrentam hoje passaram ao segundo turno em situação de virtual empate: Lucas Barreto (PTB) teve 96.165 (28,93%) votos, e Camilo Capiberibe (PSB) 95.328 (28,68%). Os últimos dias de campanha foram tensos. Um partidário de Lucas Barreto foi baleado por um seguidor de Capiberibe na volta de um comício; e várias ocorrências foram registradas na polícia contra simpatizantes de candidatos que derrubaram bandeiras, apedrejaram e quebraram vidros de carros de defensores dos adversários.

Temendo consequências mais graves, os dois concorrentes ao governo estadual pediram paz aos militantes. Tanto Capiberibe como Barreto reiteraram pedidos a seus eleitores para que relevem provocações. Barreto orientou seus partidários a vestirem branco nos últimos dias de campanha, para simbolizar a paz. Houve, contudo, outros problemas.

Na madrugada de quarta-feira, após receber denúncia, a Polícia Federal apreendeu um carro com adesivo de Barreto estacionado perto de um comitê de Capiberibe. A assessoria de Capiberibe distribuiu nota à imprensa informando que "os policiais encontraram cheques, notas promissórias e tíquetes de combustível em nome de pessoas não reveladas e, embaixo do estepe do carro, foi achada uma relação ligando nomes a valores em reais". A nota foi publicada em sites e jornais e divulgada por emissoras de rádio.

A PF, porém, desmentiu. "Não tinha nada disso dentro do carro", informou a assessoria de comunicação da corporação no Estado. A dona do carro, Patrícia Cristina Oliveira, disse que vai mover uma ação contra o PSB por danos morais.

No Amapá, a votação começa e termina uma hora após o horário de Brasília. É que o Estado não segue o horário de verão. São 420.799 eleitores aptos a votar, distribuídos em 13 zonas eleitorais. Na capital, as 2.ª e 10.ª zonas somam 250.572 eleitores. Em Santana, segundo maior colégio eleitoral do Estado, com 64.029 eleitores, funcionam 30 locais de votação com 184 seções.

No primeiro turno 62.539 (14,88%) eleitores não compareceram às seções. Outros 4.424 (1,24%) votaram em branco, e 21.012 (5,87%) anularam o voto. No primeiro turno, quatro pessoas foram presas fazendo boca de urna e um homem foi detido por estar embriagado.

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