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UFSC não será ‘república de maconheiro’, diz delegado da PF

Tomás M. Petersen - Especial para o Estado

27 Março 2014 | 21h 06

Reitoria argumenta que qualquer ação policial deveria ter sido comunicada antes à universidade. Policial rebate

FLORIANÓPOLIS - O confronto entre policiais e estudantes no câmpus da UFSC causou atritos nas relações institucionais entre a Reitoria da Universidade e a Polícia Federal. Na terça-feira, 25, a reitora Roselane Neckel emitiu nota de repúdio contra a operação. Na sequência, o delegado responsável pela operação, Paulo César Barcellos Cassiano Júnior, procurou a imprensa para declarar que a ação tinha aval da universidade. "Não vou permitir que a reitora transforme a UFSC em república de maconheiros."

Nesta quarta-feira, 26, a PF divulgou um documento, datado de agosto e assinado pela UFSC, que autorizaria a presença de policiais em operações contra o tráfico no câmpus. Na sequência, após audiência pública, a reitora Roselane entregou um termo de compromisso com sete itens, incluindo solicitar ao Ministério Público que se reafirme que nenhuma operação policial deve ser realizada no câmpus sem autorização prévia.

Nesta quinta-feira, 27, o chefe de gabinete da Reitoria da UFSC, Carlos Antônio Oliveira Vieira, lamentou as declarações do delegado da PF, em entrevista ao Estado. "Sempre afirmamos que a presença da polícia precisaria ser de forma investigativa, com uso de inteligência. Nossa preocupação era que houvesse troca de tiros ou uma reação extrema da nossa comunidade, como a que aconteceu."