Tasso Marcelo/AE
Tasso Marcelo/AE

Um ano depois do massacre em Realengo, RJ, colégio vira modelo

Escola Municipal Tasso da Silveira está reformada e recebeu investimento de R$ 9 milhões

Cristiane Salgado, estadão.com.br

07 Abril 2012 | 08h36

Na manhã do dia 7 de abril de 2011, Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, voltou à Escola Municipal Tasso da Silveira, onde tinha estudado quando criança, em Realengo, na zona oesta do Rio de Janeiro, e cometeu um massacre.

Wellington fingiu ser um palestrante para entrar na escola. Armado, o desempregado acertou 24 crianças e matou doze: 10 meninas e dois garotos. Só parou de atirar quando se matou, após ser baleado pelo PM Márcio Alexandre Alves, um policial chamado por alunos que escaparam da instituição.

O atirador deixou uma carta em que explicitava seu fanatismo religioso e a decisão de cometer o massacre. Wellington escreveu que via "impureza" nas crianças e descreveu como queria que seu corpo fosse ser sepultado.

Em vídeo gravado pelo próprio atirador, Menezes declarou que agiria motivado por "vingança" e referiu-se às crianças como "covardes", porque teria sofrido bullying durante a infância.

Desempregado, o assassino de Realengo havia perdido a mãe adotiva, de quem era muito próximo, há pouco tempo. Quem o conhecia descrevia como uma pessoa calada, sem amigos e que passava muito tempo na internet.

Ódio. Em 22 de março deste ano, dois homens incitaram crimes de ódio e intolerância pela internet. Os curitibanos Marcelo Valle Silveira e Emerson Eduardo Rodrigues também fizeram referências positivas a Wellington. Há a suspeita de que Emerson teria trocado mensagens sobre a chacina com o assassino de Realengo.

Hoje, um ano depois, a Escola Municipal Tasso da Silveira está reformada, com um investimento de R$ 9 milhões, e virou modelo de ensino. A escola de Realengo também investiu em segurança, para que a circulação de pessoas de fora seja restringida no estabelecimento.

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