Um terço de ligações para o Samu no carnaval de Salvador é trote

Prefeitura pede colaboração da população para não atrapalhar socorro a quem precisa; PM também sofre

Solange Spigliatti, Central de Notícias

08 Março 2011 | 11h14

SÃO PAULO - O grande número de trotes recebidos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) nos primeiros dias do carnaval em Salvador estão atrapalhando o atendimento do órgão, segundo a prefeitura. O número de trotes corresponde a 34% em relação ao número total de ligações recebidas. Isso significa que das quase seis mil ligações atendidas, cerca de duas mil foram trotes.

"O prejuízo causado no serviço é incalculável. Muitas vítimas podem deixar de ser atendidas, porque nossos profissionais estão com as linhas ocupadas com esse tipo de brincadeira de mau gosto. A situação é ainda pior quando deslocamos uma ambulância", diz o coordenador do Samu na capital baiana, Ivan Paiva.

Segundo a prefeitura, quando uma pessoa liga para o serviço, um atendente faz uma triagem das ocorrências e as encaminha para os médicos de plantão, que já começam o atendimento por telefone. Quando se trata de um trote, todo o trabalho é perdido. "A gente pede que as pessoas tenham consciência, e que os pais orientem seus filhos, porque estamos falando de um serviço que lida com vidas. No carnaval, então, a situação é ainda pior porque já temos bastante dificuldade de acesso em alguns locais", alerta Paiva

PM. Não é apenas o atendimento de urgência que sofre com os constantes trotes na cidade. Uma ligação para a Polícia Militar, denunciando a presença de uma bomba no bairro Piedade, próximo ao circuito Campo Grande, na madrugada desta terça-feira, 8, também foi um aviso falso, segundo a PM.

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