Vaticano se exime de problemas na organização da JMJ

Para porta-voz, competência é dos organizadores e autoridades locais

Jamil Chade, O Estado de S. Paulo

26 Julho 2013 | 17h24

Rio - O Vaticano se eximiu de qualquer responsabilidade pelos problemas na organização do evento no Brasil, insistindo que o assunto sobre Guaratiba e a transferência da vigília e missa do fim de semana para Copacabana por conta da chuva era de competência dos organizadores locais da Jornada e de autoridades. "Eu não tenho nada com isso", declarou o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi. "Nem sei onde fica Guaratiba", insistiu.

Ele ainda garantiu: "a Jornada Mundial da Juventude é um sucesso", mas rejeitou a tentativa da prefeitura do Rio de jogar a responsabilidade à Santa Sé. "Eu não tenho competência logística e organizativa", alertou. "Não tenho nenhuma resposta a dar. Não tenho competência pelo comitê organizador. Não sou parte e não respondo por eles. Tem de perguntar às pessoas competentes por isso", afirmou.

Lombardi foi bombardeado por questões sobre a mudança. Mas fez questão de tomar uma distância em relação à polêmica. "Honestamente, eu não tenho nenhuma informação. Não tenho nenhuma competência. Essa é uma questão dos organizadores, entre as autoridades e os organizadores", insistia.

"Para o papa, não muda nada e não faz qualquer diferença porque ele nunca foi nem para Guaratiba", disse. "Ele irá encontrar os jovens onde eles estiverem e os encorajará. O importante é que os jovens aceitem. O lugar para o papa é indiferente. Para nós, a finalidade é que papa encontre os jovens. É a única coisa verdadeiramente importante".

Ao ser questionado se, diante de todos os problemas o Vaticano considerava que a Jornada era um sucesso, ele garantiu que sim. "Certamente é um sucesso. Mas vocês tem de perguntar aos jovens se estão contentes de ver o papa", completou.

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