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Vítima reconhece bandido envolvido em arrastão a hospital do Rio

Thaise Constancio - O Estado de S. Paulo

04 Fevereiro 2014 | 10h 02

Pelo menos 22 pessoas, entre pacientes, acompanhantes e funcionários do hospital, tiveram dinheiro, celulares e pertences roubados; é o segundo caso em menos de um mês na cidade

Atualizada às 14h27

RIO - Uma das vítimas do assalto ao Hospital Norte D'Or, em Cascadura, zona norte do Rio, que aconteceu na noite de segunda-feira, dia 3, reconheceu um dos criminosos envolvidos no crime. O seis homens que invadiram o hospital aparentavam ter entre 17 e 21 anos, de acordo com o delegado titular da 28.ª Delegacia de Polícia, em Campinho, Jorge Farid Zahra. Cinco pessoas já prestaram depoimento e os funcionários devem ser ouvidos ainda nesta semana.

Por volta das 21h30 de segunda-feira, 3, o bando, armado com pistolas, invadiu a unidade e levou bolsas, carteiras, relógios e celulares de 12 pessoas, entre funcionários, pacientes e acompanhantes. Ninguém ficou ferido. Segundo o delegado, os assaltantes teriam recebido a informação de que o assalto era "molezinha" porque os seguranças particulares não usam armas.

A Polícia Civil divulgou as imagens das câmeras de segurança do hospital. Nelas é possível perceber que um dos bandidos usa um boné e procura esconder o rosto, para não ser reconhecido. Uma das linhas de investigação é de que ele seria um ex-funcionário do hospital ou de empresa terceirizada, com acesso à rotina do hospital.

Os bandidos conseguiram entrar no hospital ao simularem que alguém dentro do carro passava mal. Os vigias abriram a cancela sem anotar a placa ou pedir identificação. Já dentro do Norte D'Or, quatro desceram do carro e entraram na recepção, um ficou no estacionamento e outro dentro do carro, um Siena preto. Eles renderam todos que estavam na recepção, obrigando-os a deitar no chão, e recolheram os pertences em ação que durou três minutos.

"Estava no pátio do hospital quando eles chegaram e me mandaram entrar na recepção aos gritos. Até os seguranças estavam deitados no chão", contou a cuidadora de idosos Valéria Queiroz, uma das testemunhas.

Duas recepcionistas tentaram correr e um dos assaltantes foi atrás delas. "Não sei como eles não deram um tiro nas costas dessas meninas". Valéria pediu para que a filha de sua paciente ligasse para a polícia e para a imprensa. "O hospital mandou desligar as centrais telefônicas para não atender os jornalistas. Um absurdo no meio do desespero", disse ela.

Moradores da região afirmam que assaltos são comuns na região.

Outro caso. Em 5 de janeiro, funcionários e pacientes sofreram um arrastão dentro do Hospital Quinta D'Or, em São Cristóvão, na zona norte da cidade. Doze vítimas registraram o roubo na 17ª DP (São Cristóvão).