1. Usuário
Assine o Estadão
assine


Vítimas das crises e do desemprego

Hugo Barreto* - CONTEÚDO DE RESPONSABILIDADE DO CENTRO DE INTEGRAÇÃO EMPRESA-ESCOLA

20 Março 2014 | 02h 47

Pesquisas no mundo inteiro sobre mercado de trabalho têm mostrado que os jovens são os mais afetados pelo desemprego e nas crises econômicas e sociais. No Brasil, embora as taxas tenham caído nos últimos anos, elas ainda são altas nessa faixa etária. Números recentes da Pnad/IBGE mostram que, em 2012, 25,7% de homens entre 15 e 24 anos nem têm emprego nem frequentam a escola. Entre as mulheres, o número é mais alarmante: 40,6%.

A radiografia do problema aponta para a solução: educação. E a responsabilidade é de todos: sociedade, instituições públicas e privadas e governos. É neste contexto que se explica a relevância de parcerias como a da Fundação Roberto Marinho e do CIEE para a implementação do Aprendiz Legal, programa de aprendizagem para jovens se inserirem no mercado de trabalho, com boa formação, de acordo com a lei nº 10.097/2000.

Nos projetos da Fundação Roberto Marinho, o jovem estudante é formado para ter novas leituras de mundo, adquirir autonomia e trabalhar para a sua comunidade, o seu país e o planeta em que vive. Formá-lo também para o mercado de trabalho é uma meta estabelecida não apenas no Aprendiz Legal, mas em todos os programas educacionais da instituição.

O Aprendiz Legal se baseia em cinco elos: família, escola, instituição formadora, empresa e órgãos públicos. A forma como o jovem se relaciona em casa e com a comunidade em seu entorno e dali extrai os seus conhecimentos e experiências vem se juntar ao que ele vai trocar de experiências e conhecimento em sala de aula, tanto em sua escolar formal como na instituição do Aprendiz Legal em que vai receber sua formação.

Em sua fase atual, o programa está nos 27 Estados e já formou 654 educadores para dar aulas aos jovens, em 207 unidades de capacitação.

O Aprendiz Legal oferece formação para jovens em dez áreas, entre elas ocupações administrativas, comércio e varejo, logística, práticas bancárias, turismo e gestão pública. Atualmente, a fim de atender a municípios que não têm estrutura para a formação presencial do Aprendiz, a Fundação e o CIEE desenvolvem um programa de educação a distância, pelo qual o jovem poderá ter acesso ao programa de casa, do trabalho ou de algum ponto onde haja computador e internet, no horário de formação estipulado.

Como forma de atrair atenção para o programa, veículos das Organizações Globo têm, ao longo desses anos, divulgado as campanhas publicitárias sobre os jovens aprendizes e a importância da aprendizagem. Acreditamos que conseguir o apoio das empresas é fundamental não apenas pelo aspecto jurídico da aplicação de uma lei. Afinal, cumpri-la pode não ser apenas uma obrigação, mas também um instrumento de transformação. Do jovem e do País.

*Hugo Barreto é secretário-geral da Fundação Roberto Marinho. /CONTEÚDO DE RESPONSABILIDADE DO CENTRO DE INTEGRAÇÃO EMPRESA-ESCOLA