Douglas Viana/Futura Press
Douglas Viana/Futura Press

7 vítimas de colisão entre trens no Rio permanecem internadas

Maioria teve ferimentos leves após duas composições baterem na Estação Presidente Juscelino, em Mesquita, na Baixada Fluminense

Roberta Pennafort, O Estado de S. Paulo

06 Janeiro 2015 | 10h31

Atualizado às 12h30

RIO - Apenas sete das 229 pessoas atendidas em hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPA) da Baixada Fluminense e do Rio de Janeiro em decorrência do choque entre dois trens na Estação Presidente Juscelino, em Mesquita, na Baixada, continuam internadas, em observação. Nenhum caso é grave, segundo o Hospital da Posse, em Nova Iguaçu, também na Baixada, onde estão os sete feridos. Outros estavam internados no Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, e no Getúlio Vargas, na Penha, na zona norte.

Vítimas do acidente contaram que as ambulâncias saíram lotadas do local do acidente, com gente sendo transportada no assoalho do veículo. A demora na realização de exame de raio X no Hospital da Posse foi de até 4 horas, conforme relataram pacientes.

"Cheguei à 0h30 e só fui atendida para fazer o raio X às 4 horas. Tinha muita gente", disse a balconista Pâmela Ferreira à Globonews. Segundo ela, as vítimas não receberam suporte da SuperVia no local do acidente.

A Delegacia de Mesquita está ouvindo passageiros e funcionários da SuperVia, para saber se o choque dos trens foi provocada por falha técnica, humana ou as duas combinadas.

Passageiros que estavam na composição que seguia em direção a Japeri e bateu na traseira de outra disseram que o trem apresentava problemas desde a saída da Central do Brasil, na região central do Rio, como iluminação oscilante.

O delegado Matheus Romanelli informou que nenhum passageiro contou ter sido roubado ou furtado após a batida. Mas, como chegaram notícias pela imprensa de bolsas e celulares retirados por oportunistas que entraram na composição, as imagens captadas pelo sistema da SuperVia serão analisadas.

A SuperVia deve receber uma "multa pesada", disse o secretário estadual de Transportes, Carlos Alberto Osório. "Foi um dia negro na história do sistema ferroviário do Rio."

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.