Cléber Júnior/Extra/Agência O Globo
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'Agravamento da situação está no centro das preocupações', diz Temer sobre violência no Rio

Presidente autorizou nesta sexta o uso das Forças Armadas; objetivo da missão, segundo Temer, é defender a integridade da população

Carla Araújo, O Estado de S. Paulo

28 Julho 2017 | 16h11

BRASÍLIA - Após assinar um decreto que autoriza o uso das Forças Armadas para Garantia da Lei e da Ordem (GLO) no Rio de Janeiro, o presidente Michel Temer gravou um vídeo, publicado na tarde desta sexta nas redes sociais, para justificar a medida. 

Segundo o presidente, o emprego das Forças Armadas está amparado pela Constituição Federal. “O objetivo da missão é defender a integridade da população, preservar a ordem pública e garantir o funcionamento das instituições”, destacou Temer.

O presidente disse ainda que o agravamento da situação de segurança pública no Rio está no centro das preocupações de seu governo. “Ao longo do meu governo acompanho e instruo os meus ministérios a tomar as medidas necessárias para enfrentar esse desafio”, disse. “A medida de hoje em relação ao Rio é mais um passo no combate a essa situação que hoje inquieta e angústia todos os brasileiros, particularmente os moradores do Rio”, completou.

Ao final de sua mensagem, Temer desejou sucesso às Forças Armadas e disse que elas atuarão em conjunto com as forças de segurança estaduais e municipais.

 

O governo publicou nesta sexta-feira uma edição extra do Diário Oficial da União autorizando o emprego das Forças Armadas para a 'Garantia da Lei e da Ordem no Estado do Rio de Janeiro'. O decreto prevê que as equipes fiquem no Estado a partir de hoje até o dia 31 de dezembro deste ano.

"O emprego das Forças Armadas será precedido de aprovação do planejamento de cada operação pelos ministros de Estado da Justiça e Segurança Pública, da Defesa e Chefe do Gabinete de Segurança Institucional", diz o texto.

Hoje, o governador do Estado, Luiz Fernando Pezão, teve um reunião com os ministros da Defesa, Raul Jungmann, e da Justiça, Torquato Jardim, no Palácio Guanabara, no Rio de Janeiro, justamente para discutir medidas de combate à crescente onda de violência no Estado. 

 

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