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Zô Guimarães/Alerj/Divulgação

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Assessor do presidente da Alerj é assassinado em casa na Baixada

José Hildo da Silva Marques trabalhava no gabinete do deputado estadual Jorge Picciani (PMDB) e morava em Nova Iguaçu

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Fábio Grellet e Roberta Pennafort,
O Estado de S. Paulo

06 Janeiro 2016 | 11h33

Atualizada às 20h34

RIO - José Hildo da Silva Marques, que trabalhava no gabinete do deputado estadual Jorge Picciani (PMDB), presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), foi assassinado na tarde de terça-feira, 5, em casa, no bairro Cobrex, em Nova Iguaçu, cidade na Baixada Fluminense. A polícia ainda não sabe se foi um crime comum ou se teve relação com o trabalho de Marques. Ele faria 48 anos nesta quinta.

Segundo a Polícia Militar (PM), quatro homens que vestiam camisetas cinzas com a inscrição "Polícia Civil" chegaram à casa, renderam Marques, que estava no quintal, a mulher, a enteada e o filho desta, e perguntaram sobre uma quantia em dinheiro que supunham estar guardada no imóvel. Marques não teria respondido e foi então morto a tiros, enquanto a família era mantida dentro da casa.

A vítima morreu na hora. O grupo fugiu levando uma motocicleta e a gaiola em que estava o passarinho trinca-ferro - seria um animal raro, comercializado por cerca de R$ 3 mil. Parentes contaram à polícia que, pelo que sabiam, Marques não guardava grande soma de dinheiro em casa.

Conforme informaram assessores de Jorge Picciani, Marques trabalhava no gabinete em serviços administrativos, sem contato direto com o deputado. 

O delegado Giniton Lages, da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, disse que ainda é cedo para descartar qualquer hipótese para o crime, inclusive a questão política. Marques trabalhava havia pouco menos de um ano no gabinete de Picciani. Lages informou que o deputado, a princípio, não será convocado a depor.

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