Cabral define em 2 dias a permanência da Força Nacional no Rio

Governador do Rio vai se reunir com secretário Nacional de Segurança Publica e com o ministro da Defesa

Alessandra Saraiva, da Agência Estado,

30 Julho 2007 | 13h23

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), afirmou nesta segunda-feira, 30, que deve ter uma reunião, nas próximas 48 horas, com o secretário Nacional de Segurança Pública, Luiz Fernando Corrêa, para definir sobre um contingente da Força Nacional de Segurança permanente no Rio. Na avaliação de Cabral, os Jogos Pan-Americanos provaram que é "fundamental" um esquema de policiamento ostensivo para manter a cidade em segurança. "Por isso, esse apoio da Força Nacional será muito importante", disse.   Rio ficará com 75% do aparato de segurança do Pan, diz Lula Para analistas, segurança no Pan favoreceu Olimpíada em 2016 Após Pan, entidades defendem idéia de legado social para jogos  Café com o Presidente     Na manhã desta segunda, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, no programa semanal de rádio Café com o Presidente, que o governo federal investiu mais de R$ 560 milhões em segurança e, segundo o presidente, "75% disso tudo vai ficar no Rio de Janeiro", como esquema de inteligência, aviões e carros.   Apesar da afirmação de Lula, o número de homens que permaneceriam no Rio não foi citado por Cabral. "Ainda estamos definindo isso", disse. Quando questionado sobre possibilidade de efetivo das Forças Armadas sendo utilizado também para manter a segurança no Estado, o governador informou que deve jantar com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, para discutir sobre "uma série de assuntos", mas comentou que não pode adiantar todos os temas que serão abordados durante o encontro.   Cabral também foi questionado sobre rumores de uma possível greve na Polícia do Rio, devido à demandas salariais. "Acho que a Polícia está muito prestigiada no nosso governo, no ponto de vista profissional. A questão do salário é uma questão importante. Mas tenho certeza que nossos policiais têm consciência do papel que eles desempenham para nossa sociedade. E mais do que isso: o reconhecimento que nossa sociedade tem dado para a segurança pública", disse.    

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