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Casal é morto por inquilino na frente dos filhos quando cobrava aluguel atrasado

Clarissa Thomé - O Estado de S. Paulo

14 Junho 2014 | 17h 43

Um casal foi morto na frente dos filhos, quando cobrava o aluguel atrasado do inquilino. O crime aconteceu na tarde desta sexta-feira, em Saquarema, na Região dos Lagos. As crianças, que não tiveram as idades reveladas, chegaram a ser mantidas reféns. O inquilino, o corretor Ricardo Almeida Brito, de 38 anos, se matou com um tiro na cabeça nove horas depois de ter assassinado o casal.

Marcio Gustavo de Jesus, de 38 anos, e Jeanne Silva Calado, de 24, chegaram à casa alugada por Brito, no bairro Retiro, por volta das 13 horas. Eles cobravam nove meses de aluguel atrasado, quando o corretor reagiu e disparou com uma pistola. Jeanne morreu na hora. Jesus tentou intervir e também foi baleado. Ele foi socorrido e morreu no Hospital Municipal Nossa Senhora de Nazareth. Quando as crianças correram para o corpo da mãe, Brito as tomou como refém. A mulher dele, Elisângela de Fátima Silva, de 31 anos, também foi retida no local.

A casa do corretor foi cercada por policiais do 25.º Batalhão da PM (Cabo Frio) e por agentes do Batalhão de Operações Especiais (Bope), que seguiram de helicóptero. Um pastor negociou a libertação das crianças. Brito atirou contra a própria cabeça às 22 horas.

Na casa, policiais encontraram uma pistola 9 mm, réplica de um fuzil, além de munição e um colete à prova de balas. Elisângela prestou depoimento na 124.ª DP (Saquerema) e foi liberada em seguida.

 

Rio. Outro casal foi assassinado a tiros na manhã deste sábado, na Gardênia Azul, em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio. Homem e mulher, que não tiveram a identidade revelada até o fim da tarde, estavam em um Honda Civic, na Rua Acapori, quando foram fuzilados. De acordo com as primeiras informações, o homem teria envolvimento com a milícia que atua na região.

O crime está sendo investigado pela Divisão de Homicídios da Polícia Civil, que fez na tarde de ontem a perícia no local. Os policiais percorreram prédios das vizinhanças e comércios para tentar localizar câmeras de segurança que tenham registrado o assassinato. Os corpos foram encaminhados para o Instituto Médico Legal.

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