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Com restrição de caminhões, vias do Rio ficam mais rápidas

Clarissa Thomé - O Estado de S.Paulo

05 Maio 2008 | 22h 23

Cerca de 120 motoristas foram multados por desobedecer novas regras e outros 200 foram advertidos

No primeiro dia de vigor das novas regras de circulação de caminhões na cidade, a velocidade média dos veículos foi 20% maior no chamado "polígono de segurança", que inclui a orla e 26 vias do centro, zona sul, e parte das zonas norte e oeste, informou a Secretaria Municipal de Transportes. Em alguns pontos, o aumento da velocidade foi ainda maior. No Elevado da Perimetral, por exemplo, os veículos trafegaram a 60 km/hora. Ali, a média era de 20 km/hora.   "O resultado foi muito positivo e impactou diretamente a população motorizada e a que utiliza ônibus", comemorou o secretário de Transportes, Arolde de Oliveira, que acompanhou pela manhã a fiscalização.   O decreto do prefeito Cesar Maia (DEM) restringe a circulação de caminhões e as operações de carga e descarga entre 6 horas e 10 horas e entre 17 horas e 20 horas de segunda a sexta-feira. Veículos de socorro e emergência, transporte de valores, mudanças residenciais e serviços de utilidade pública, como coleta de lixo, continuam trafegando sem restrições.   Na manhã do primeiro dia das novas regras, 119 motoristas foram multados. Outros 200 receberam apenas advertência verbal e foram orientados a aguardar o horário permitido para entrar em algumas vias. Isso ocorreu na Avenida Pedro II, em São Cristóvão, por exemplo. Os motoristas chegaram a fazer fila na via até as 10 horas.   Muitos motoristas se queixaram que foram pegos de surpresa pela medida. A Associação Brasileira da Indústria de Refrigerantes e Bebidas Não Alcóolicas (Abir) obteve mandado de segurança coletivo, concedido pelo Tribunal de Justiça, e garantiu aos seus associados o direito de circular mesmo no horário proibido.   "Não podemos aceitar, no entanto, que se baixe uma medida deste porte com um prazo de seis dias úteis para as empresas se ajustarem", informou a entidade em nota. "Gostaríamos de ressaltar que para realizar plano similar a este, a cidade de Londres deu 18 meses para as empresas se adaptarem. Em São Paulo, a prefeitura deu um prazo de 180 dias. No Rio, foram seis dias úteis".   O secretário refuta a informação. "Todas essas restrições já estavam previstas na legislação. Esse decreto apenas consolidou as leis, portarias e resoluções que já existiam. O que havia era o descumprimento da lei nos horários de cargas e descargas. Essas empresa precisam planejar as suas logísticas", afirmou Andrade. Ele disse que está confiante que o mandado será derrubado quando o mérito da questão foi analisado.