Criança de 4 anos morre atingida por bala perdida em operação

Pelo menos nove pessoas teriam morrido em confronto com a polícia na Favela da Coréia, em Senador Camará

Alexandre Rodrigues e Talita Figueiredo, do Estadão,

17 Outubro 2007 | 12h54

Pelo menos nove pessoas morreram, na manhã desta quarta-feira, 17, durante uma operação da polícia civil, com cerca de 300 homens, na Favela da Coréia, em Senador Camará, zona oeste do Rio. Oficialmente, a polícia confirma somente duas mortes: a de um policial e a de um suposto traficiante. Segundo a CBN, outros seis supostos traficantes e uma criança de apenas quatro anos também teriam morrido na mesma ação.   O corpo do menino J.K.S.L., de 4 anos, ainda permanece no hospital Albert Schweitzer, em Realengo, zona oeste do Rio. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde do Rio, o menino morreu com um tiro no abdôme, que atingiu o coração, durante uma troca de tiros.   De acordo com familiares, a mãe do menino, Helen Lacerda, o marido, e um segundo filho haviam se mudado há poucos meses para a comunidade. O menino já chegou morto à unidade. No mesmo hospital foram atendidos dois policiais civis feridos na operação. Gilberto Barbosa, de 51 anos, foi baleado na mão esquerda, e sofreu fratura exposta. Operado, ele passa bem.   Mendel Naschpitz foi ferido por estilhaços de granada no nariz, e foi liberado depois de medicado. Marcelo dos Santos Fernandes Silva, de 25 anos, identificado como morador da favela, foi atendido com um tiro na coxa esquerda e também já teve alta.    A operação policial tem o objetivo de encontrar um suposto paiol de armas e depósito de drogas na favela. Segundo a polícia, a Justiça expediu mandados de busca e apreensão e de prisão para a operação.   Quando a equipe do Estadão chegava próximo à favela, moradores incendiavam pneus na Estrada do Engenho, que dá acesso à Estrada do Taquaral, que margeia toda a favela.

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