Polícia Militar
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Criminosos explodem quatro bancos em três dias no Estado do Rio

Três agências do Santander e uma do Sicoob foram alvo dos bandidos; em todos os casos, houve uso de explosivos

Marcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

08 Janeiro 2018 | 21h33

RIO - Três agências do banco Santander foram alvos de criminosos no Estado do Rio de Janeiro entre a madrugada de sábado, 6, e desta segunda-feira, 8. Além do uso de explosivos para arrombar caixas eletrônicos, em dois dos casos os bandidos usaram armamento pesado para render quem estivesse próximo às agências. Ninguém foi preso.

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O caso mais recente aconteceu nesta segunda, em Angra dos Reis, na região da Costa Verde. O crime aconteceu em uma vila onde moram funcionários das usinas nucleares do município. Cerca de dez criminosos, armados com fuzis, utilizaram explosivos em caixas eletrônicos do Santander. Eles também atacaram uma agência do Sicoob. Após a ação, os bandidos fugiram pelo mar em uma lancha. Antes, assaltaram pessoas que estavam em clube próximo.

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No sábado, cerca de 15 bandidos armados com pistolas e fuzis participaram de ação semelhante em Botafogo, na zona sul do Rio. Eles fecharam a rua onde está localizada uma das agências do Santander e renderam as pessoas que passavam pelo local. Ao menos cinco disparos foram efetuados. Na madrugada de domingo, foi a vez de uma agência do banco no centro de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, ser alvo dos bandidos.

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Em todos os casos, os bandidos usaram explosivos e conseguiram levar pelo menos parte do dinheiro de caixas eletrônicos. As agências ficaram parcialmente destruídas. Antes de fuga, jogaram pregos retorcidos nas vias próximas para furar pneus de viaturas da polícia e atrapalhá-la.

Questionada pelo Estado sobre a sequência de crimes, a Secretaria de Segurança preferiu não se posicionar. A Polícia Civil, por sua vez, informou que "está investigando os casos a fim de identificar e prender os autores".

 

Sobre a possibilidade de um novo planejamento para coibir a ação dos criminosos, a polícia declarou apenas que "o policiamento de prevenção e ostensivo cabe ao batalhão (da Polícia Militar) de cada região".

O Santander declarou que "investe anualmente milhões de reais em tecnologia de defesa a fim de impedir a ação de criminosos em suas agências e pontos de atendimento em todo o País". O banco acrescentou ainda que "coopera com as autoridades para que estas possam identificar os responsáveis e coibir sua atuação".

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