FABIO MOTTA/ESTADAO
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Dez lojas são saqueadas em arrastão próximo à Central do Brasil

Ação pode ter sido uma represália de traficantes do Morro da Providência, que teriam exigido dinheiro 'em troca de paz'

Constança Rezende, O Estado de S.Paulo

22 Maio 2017 | 11h15
Atualizado 22 Maio 2017 | 15h40

RIO - Criminosos assaltaram dez lojas na Rua Senador Pompeu, na região da Estação Central do Brasil, no centro do Rio de Janeiro, na madrugada desta segunda-feira, 22. Policiais militares tentaram impedir o arrastão, mas recuaram após serem atacados por tiros pelo grupo. Os bandidos usaram um caminhão para levar a carga roubada. A região é conhecida por ter estabelecimentos de depósito de doces e descartáveis.

Donos de lojas no local disseram que a ação pode ter sido uma represália de traficantes do Morro da Providência, próximo ao comércio, que teriam exigido dinheiro "em troca de paz". A favela tem uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) desde 26 de abril de 2010. Considerada oficialmente a primeira favela do País, a comunidade tem cerca de 5 mil habitantes.

A Polícia Militar informou, em nota, que foi acionada por causa de "um arrombamento em uma loja de doces nas proximidades da Central do Brasil". "Quando se aproximavam, os policiais foram atacados a tiros por criminosos que estavam no local e outros da Providência, ocasionando intenso confronto armado e dificultando a aproximação dos policiais", disse o comunicado. A PM afirmou que está realizando buscas na região para localizar e prender os criminosos.

A ocorrência foi registrada na 4ª Delegacia de Polícia (Praça da República), que está fazendo perícia na região.

Investigação. A Polícia Militar do Rio de Janeiro afirmou não saber de suposta cobrança de “pedágio” por traficantes que assaltaram  lojas na região da Central do Brasil, na madrugada desta segunda-feira, 22. A região é conhecida por ter estabelecimentos de depósito de doces e de descartáveis e tem sinais de miséria e deterioração.

Lojistas afirmaram que a ação pode ter sido uma represália de traficantes do Morro da Providência, próximo ao comércio. Os criminosos teriam exigido dinheiro “em troca de paz”. Considerada oficialmente a primeira favela do País, inicialmente formada por veteranos da Guerra de Canudos (1896-1897), a comunidade tem cerca de 5 mil habitantes.

“Até o momento, a unidade não recebeu informação sobre possível cobrança de pedágio. O policiamento na região é realizado através de patrulhamento com viaturas e motos, além do patrulhamento a pé. O planejamento do emprego do efetivo é feito a partir da análise da mancha criminal, sendo readequado quando necessário. No momento, duas patrulhas da unidade estão na região e um oficial do 5º Batalhão de Polícia Militar está em contato com os comerciantes para levantar detalhes do que ocorreu e com isso permitir remanejar, caso avalie necessário, o planejamento do policiamento no local”, informou a PM, por nota.

A polícia também desmentiu a informação de  comerciantes de que bandidos teriam usado um caminhão para levar a carga roubada. Segundo o Comando do 5º Batalhão de Polícia Militar, o caminhão estava estacionado e não tinha relação com o ataque às lojas.

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