Fim de festa

Festas de calouros estão suspensas na PUC-Rio, após acidente com calouro

Fernanda Nunes, O Estado de São Paulo

25 Março 2017 | 19h10

Após o atropelamento do jovem Bruno Queiroz, na última sexta-feira, 24, nas proximidades da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), a vice-reitoria da instituição pediu aos centros acadêmicos que suspendessem as festas de recepção dos novos alunos neste ano. A realização das festas é organizada a cada ano pelos centros acadêmicos, com a autorização da vice-reitoria. Mas, por conta do acidente, “não há mais clima para comemorações”, informou a universidade, por meio de sua assessoria.

Bruno Queiroz foi atropelado após participar de uma dessas festas, organizada pelos colegas veteranos do curso de Direito. Na PUC-Rio, o trote acontece no interior do campus e não há as tradicionais brincadeiras em que os calouros são colocados em situação de constrangimento e levados para pedir dinheiro nas proximidades da faculdade. A recepção é uma festa, que ocorre numa pequena vila situada dentro do campus, onde estão reunidas as casas dos centros acadêmicos dos diferentes cursos.

Como acontece ao longo de todo ano letivo, na última sexta-feira, quando Bruno foi atropelado, muitos alunos deixam a PUC-Rio e seguiram para um bar próximo, em uma das principais ruas de acesso e de circulação de veículos do bairro da Gávea, a Marquês de São Vicente, na zonal sul da cidade. O estudante estava com colegas de turma na calçada desse bar, quando se desequilibrou, caiu e foi atropelado por um ônibus, segundo testemunhas.

A PUC-Rio, por meio de sua assessoria de imprensa, informa que não houve qualquer comunicado formal por parte da vice-reitoria suspendendo a realização de trotes neste e nos anos seguintes. Mas informa que o momento é de consternação dentro da universidade e que, por isso, indicou aos centros que não continuassem com as festas.

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educação José Pereira de Sampaio

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