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Força Nacional no Rio tem efetivo dobrado na última semana da Copa

O Estado de S. Paulo

09 Julho 2014 | 16h 27

500 homens da Força Nacional vão desembarcar no Rio para a segurança da partida final e outros 300 em Brasília

Atualizada às 21h10

BRASÍLIA - O governo federal define nesta quinta-feira, 10, em reunião no Rio com a Fifa e as Forças Armadas, o reforço para as partidas das finais, no Maracanã e no Mané Garrincha. Por enquanto, 500 homens da Força Nacional vão desembarcar no Rio para a segurança da partida final entre Alemanha e Argentina e outros 300, em Brasília, para a definição do terceiro lugar entre Brasil e Holanda. 

A avaliação da noite desta quarta-feira era de que o fato de Brasil e Argentina não se enfrentarem já arrefecia os ânimos dos torcedores e diminuía o risco de confrontos. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ressaltou que o plano de segurança estava sendo seguido “à risca”. Segundo ele, a avaliação de todos, até dos estrangeiros, era que o “nosso padrão de segurança tem sido excelente”, apesar de incidentes pontuais. 

No domingo, além da proteção aos torcedores, há atenção especial para pelo menos dez presidentes que estarão no Rio. Antes do jogo final, a presidente Dilma Rousseff receberá todos os chefes de Estado e de Governo para um almoço. O presidente da Alemanha, Joachim Gauck, e a chanceler, Angela Merkel, já confirmaram presença. Além deles, estarão na cidade os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da África do Sul, Jacob Zuma, entre outros. 

Ainda na capital fluminense, grupos da Força Nacional vão realizar patrulhamento nas Linhas Amarela e Vermelha, entre outros locais. Atuarão também nas estações de metrô e em atos integrados com a Polícia Rodoviária. Já em Brasília a situação é considerada mais tranquila. De qualquer forma, o governo prevê esquema com segurança máxima. Daí o deslocamento dos 300 homens a mais da Força Nacional.

Ônibus queimados. O Planalto monitorou nesta quarta-feira São Paulo, Rio e Belo Horizonte e não foram registrados maiores incidentes envolvendo a derrota do Brasil ou a classificação para as finais. Na terça, na capital paulista e na Região Metropolitana, 26 ônibus foram queimados após o jogo. “Em hipótese nenhuma esperávamos uma atitude de vandalismo como essa”, afirmou o comandante-geral da PM, Benedito Roberto Meira. Além disso, um saque em São Mateus, zona leste, terminou com dois adultos presos e quatro menores apreendidos. “A princípio trata-se de um ato de vandalismo”, afirmou o delegado-geral, Mauricio Blazeck.

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