Fábio Motta/Estadao
Fábio Motta/Estadao

Forças Armadas apoiam polícias em operação nas divisas do Rio

Segundo o Comando Militar do Leste, ação não é decorrente da intervenção federal, e sim de cooperação desencadeada desde o ano passado

Roberta Pennafort, com colaboração de Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

19 Fevereiro 2018 | 19h10
Atualizado 19 Fevereiro 2018 | 20h45

RIO - Três dias depois do anúncio da intervenção federal na segurança do Rio, Forças Armadas, Força Nacional e as polícias Civil, Militar, Federal e Rodoviária Federal fazem na noite desta segunda-feira, 19, uma operação conjunta na Região Metropolitana, com ênfase nas divisas do Estado.

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O Comando Militar do Leste (CML) informou que a operação não é realizada com base na intervenção, mas no decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) instituído em 2017, que já resultou em várias ações de cooperação desencadeadas desde o ano passado. Entres os objetivos estão a apreensão de armas, munições, drogas e cargas roubadas.

Os resultados, em geral, têm sido limitados. São frequentes as suspeitas de vazamentos de informação.

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O CML ressaltou que a operação é comandada pela Secretaria de Segurança do Rio, e os demais órgãos entraram em apoio. O contexto é o mesmo do decreto do presidente Michel Temer (MDB) assinado em 28 de julho de 2017 que instituiu a GLO, por conta da escalada da violência no Estado.

Três mil militares das três Forças estão fazendo pontos de bloqueio com veículos blindados e aeronaves em acessos ao Rio pela BR-101, no Norte e no Sul do Estado; na BR-116, na divisa nordeste e ao sul e na Baixada Fluminense, e na BR-040, no oeste do Estado.

No sul do Estado, um dos pontos ocupados pelos militares é a rodovia Presidente Dutra, em Itatiaia e em Resende, próximo à divisa com o Estado de São Paulo. Cerca de 150 homens ocupam o trecho, com o objetivo de garantir o controle da estrada.

As equipes também estão presentes no Arco Metropolitano e ainda em São Gonçalo, nas comunidades do Salgueiro e Jardim Catarina. Em novembro do ano passado, sete pessoas morreram no Salgueiro durante uma operação policial que contou com militares do Exército.

Segundo a Secretaria de Segurança, vias e acessos nas áreas em que a operação está sendo realizada podem ser interditados e setores do espaço aéreo poderão sofrer restrição à circulação de aeronaves civis. Mas não há nem está prevista interferência nas operações dos aeroportos.

A intervenção federal tem duração até o fim deste ano. É a primeira do tipo desde a promulgação da Constituição Federal, há 30 anos. A justificativa foi a escalada da violência no Rio. Os governos federal e estadual ainda não explicaram por que a intervenção veio especificamente neste momento.

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