Gol nega que aeroviários estejam em operação padrão em Cumbica

Companhia não confirma informação de sindicato; medida reflete em lentidão no atendimento

Fabiana Marchezi, Central de Notícias

08 Outubro 2010 | 20h58

A companhia aérea Gol negou na noite desta sexta-feira, 8, a informação de que os funcionários do Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo, estejam trabalhando em operação padrão, o que atrasaria o atendimento aos passageiros.

 

Em nota, a companhia esclareceu que o índice de atrasos disponível no sistema da Infraero, compatível com a média da indústria, reflete o "fechamento temporário de alguns aeroportos por condições climáticas adversas na madrugada e manhã de hoje". A empresa ainda ressaltou que para minimizar o impacto e melhor atender os clientes, foram realizados "ajustes em sua malha aérea durante o dia."

 

Mais cedo, o sindicato dos Aeroviários de Guarulhos informou que a operação começou por volta das 12 horas, com adesão "expressiva" no aeroporto. Em outras bases, como no Rio de Janeiro, o movimento também estaria crescendo.

 

De acordo com o sindicato, os trabalhadores decidiram sobre a medida em assembleia realizada em 28 de setembro, no aeroporto. Os funcionários da Gol chegaram a iniciar mobilização por greve em agosto, mas decidiram esperar o resultado da mediação do Ministério Público do Trabalho em São Paulo, em prol da solução de diversos problemas, em especial a sobrecarga de trabalho.

 

Como ao longo das três audiências no MPT-SP trabalhadores e empresa não chegaram a um acordo, os aeroviários decidiram iniciar a operação padrão antes do feriado. Nesta sexta, segundo dados da Infraero, a companhia já soma 85 voos atrasados e onze cancelamentos.

 

Em todo o país, até as 17 horas, dos 739 voos previstos da companhia, 262 sofreram atrasos e 14 foram cancelados. No aeroporto de Cumbica, até as 17 horas, dos 155 voos programados, 60 sofreram atrasos e quatro foram cancelados, incluindo as demais companhias.

 

Diante do fim das negociações no MPT-SP, sem acordo, os sindicatos cutistas de aeroviários enviaram ofício ao órgão solicitando o envio do caso à Procuradoria Geral do Trabalho, em Brasília, para investigar as denúncias dos trabalhadores.

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