Justiça do Rio mantém prisão de pastor acusado de abusar enteado de 5 anos

Heiderich foi denunciado pela mulher, que levou o caso à Delegacia da Criança e Adolescente Vítima no dia 22 de junho

Clarissa Thomé, O Estado de S.Paulo

06 Julho 2016 | 23h46

RIO - A Justiça negou pedido de habeas corpus para o pastor Felipe Heiderich, acusado de abusar sexualmente do enteado de 5 anos. Heiderich, pastor da Aliança Mundial de Evangelização, teve a prisão preventiva decretada por 30 dias e se entregou na segunda-feira, 4. Ele está preso na Cadeia Pública José Frederico Marques (Bangu 10), em isolamento.

Heiderich foi denunciado pela mulher, a pastora Bianca Toledo, que levou o caso à Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV) em 22 de junho. O abuso teria ocorrido na residência do casal, no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste. Bianca postou um vídeo no seu perfil no Facebook, que  tem 3,2 milhões de seguidores.  “Como mãe, posso dizer que os últimos dias foram os piores da minha vida. Ele está acautelado por pedofilia. Estou aguardando a justiça do céu e da Terra”, disse.

No vídeo, ela diz ainda qu, depois de ser descoberto, Heiderich tentou suicídio e foi internado numa clínica psiquiátrica, antes de ser preso. Bianca diz que está pedindo a anulação do casamento, realizado em dezembro de 2013. Juntos, eles fundaram a Aliança Mundial de Evangelização. “Eu fui enganada”.

O advogado de Heiderich, Leandro Meuser, disse que o pastor é inocente. “Ele soube que a prisão preventiva foi decretada na sexta e se apresentou na segunda-feira. A acusação é falsa e vou provar no fim do inquérito”, afirmou.

Em pronunciamento em Brasília, o senador e pastor Magno Malta (PR-ES) se referiu a Heiderich como “falso pastor”. Ele disse que Bianca flagrou o marido abusando do filho e que a criança tem recebido atendimento psicológico. “Precisamos ter prisão perpétua neste país para três tipos de gente: para narcotraficante, abusador de criança e corrupto”, afirmou. 

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