Mais de 300 mil pessoas são afetadas pelas chuvas no Rio

Belfort Roxo, na baixada fluminense, foi a cidade mais atingida pela chuva e tem pelo menos 500 desalojados

Talita Figueiredo, do Estado, e Solange Spigliatti, do estadao.com.br,

25 Outubro 2007 | 12h56

Mais de 300 mil pessoas já foram atingidas pelas chuvas que castigam o Estado do Rio de Janeiro desde a madrugada de quarta-feira, 24, segundo a Defesa Civil do Estado. O município de Belfort Roxo, na baixada fluminense, foi o mais atingido e tem pelo menos 500 pessoas desalojadas. Elas esperam o nível da água baixar para poderem retornar às suas casas. Nos bairros de São Francisco, Santa Maria, São Bernardo e Babi, moradores limpavam as residências na manhã desta quinta-feira, 25.   Veja também: Retirada de terra do túnel não tem previsão para começar no RJ Previsão é que chuva continue por 48 horas Em 12 h, choveu 90% da média de todo o mês Acompanhe ao vivo a situação do trânsito  Imagens do caos no Rio    A Secretaria de Bem Estar Social do Rio de Janeiro faz o cadastramento de famílias que precisam de colchonetes, roupas, comida e novos documentos. Algumas famílias passaram a noite em escolas da cidade esperando para poder voltar para casa.   Segundo balanço parcial da Defesa Civil, 233 pessoas estão desabrigadas. Outras 10 tiveram ferimentos leves. Em Macaé, vários também estão desalojados, mas o número ainda não foi divulgado. Outras mil pessoas estariam desalojadas na Baixada Fluminense. As cidades de Mesquita, Nova Iguaçu e a capital foram as cidades mais atingidas. Em Mesquita são cerca de 500 desalojados e 50 desabrigados.   Segundo informações da Defesa Civil municipal, das 7 horas de quarta até as 11h30 desta quinta-feira, forma registrados 294 atendimentos, entre averiguações em imóveis com rachaduras, deslizamento de terra, alagamentos e inundações. Os bairros mais afetados foram Tijuca, Campo Grande, Jacarepaguá, Pavuna, Centro, Guadalupe, Bangu, Ilha do governador, santa Teresa e Rio pequeno.   A empregada doméstica Vera Lúcia da Silva Machado, de 47 anos, chorava muito enquanto tentava limpar a casa e salvar parte dos eletrodomésticos. "A água chegou a mais de um metro e meio. A gente trabalha muito e perde tudo com a chuva. Perdi móveis que nem acabei ainda de pagar", conta.   Vera Lúcia é vizinha de Vagner de Almeida, de 27, que viu o filho de 2 anos ser resgatado com vida da enchente. Apesar de não conseguir entrar em casa, ele ficou a noite toda na rua onde mora na esperança de ver a chuva parar e conseguir salvar alguns objetos.   O nível da chuva que atingiu o Rio em 24 horas é equivalente ao que era esperado para todo o mês de outubro. Na manhã desta quinta, a chuva continuava a cair em toda a região da baixada fluminense e a previsão é de que a chuva só pare a partir de sexta-feira.   Uma casa estava desabando durante a manhã, em Costa Barros, mas sem deixar feridos. Já em Vila São Teodoro, uma casa também veio a baixo, mas não houve feridos.   Matéria ampliada às 13h40 para acréscimo de informações

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