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Mais dez acusados de integrar milícia são libertados no Rio

Justiça do Rio revogou nesta quinta-feira, 17, a prisão preventiva de mais dez dos 159 detidos durante uma festa realizada num sítio na zona oeste, em 7 de abril, quando foram acusados de integrar uma milícia que atua na região

Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

17 Maio 2018 | 22h04

RIO - A Justiça do Rio revogou nesta quinta-feira, 17, a prisão preventiva de mais dez dos 159 detidos durante uma festa realizada num sítio na zona oeste, em 7 de abril, quando foram acusados de integrar uma milícia que atua na região. Outros 137 acusados foram libertados em 25 de abril, então agora restam 12 presos.

+ Para lembrar: Mais de uma centena de pessoas já havia sido liberada pela Justiça

A revogação foi pedida pelo Ministério Público estadual e decidida pelo juiz Eduardo Marques Hablitschek, da 2.ª Vara Criminal de Santa Cruz (zona oeste). Em sua decisão, o juiz afirmou que, embora enxergue fortes indícios da ocorrência de condutas criminosas no local em que o grupo foi preso, cabe ao Ministério Público propor ação penal que atribua a cada um dos investigados a responsabilidade criminal devida.

“A lei brasileira não confere um salvo conduto a quem é primário e ostenta bons antecedentes. No entanto, o próprio Ministério Público, titular da ação penal, não vislumbrou a necessidade da custódia cautelar dos indiciados”, escreveu. Para serem libertados, seis dos dez homens libertados terão que pagar fiança de um salário mínimo.

O caso. Os 159 homens foram presos num sítio durante uma festa que, segundo a polícia, era realizada em homenagem a Wellington da Silva Braga, o “Ecko”, acusado de liderar a Liga da Justiça, maior milícia do Rio. Ecko estava na festa, mas conseguiu fugir. Durante a operação, quatro homens armados com fuzis foram mortos após troca de tiros com a polícia.

Foram apreendidos 11 veículos, 24 armas de fogo (fuzis, pistolas e revólveres), granada, 76 carregadores, 1.265 munições de calibres variados, coletes balísticos, fardamentos e toucas ninjas.

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