Corpo de Bombeiros
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Mais 2 bombeiros do RJ são presos por corrupção

Eles foram acusados de envolvimento num esquema de propinas para autorizar o funcionamento de estabelecimentos comerciais

Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

13 Setembro 2017 | 17h11

RIO - Mais dois bombeiros militares do Rio de Janeiro foram presos acusados de envolvimento num esquema de propinas para autorizar o funcionamento de estabelecimentos comerciais e de diversão sem a documentação exigida pela lei. 

Na terça-feira (12), 34 pessoas (32 bombeiros e 2 empresários) foram detidos acusados de integrar esse esquema. Ao todo, 38 pessoas tiveram suas prisões determinadas pela 1ª Vara Criminal de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Eles são acusados de integrar organização criminosa, crime cuja pena é de prisão de três a oito anos.

 No fim da tarde de terça-feira, o comandante-geral dos bombeiros, coronel Ronaldo Alcântara, que também era secretário estadual de Defesa Civil, pediu ao governador Luiz Fernando Pezão exoneração dos cargos. O subcomandante-geral e chefe do Estado-Maior Geral, coronel Roberto Robadey, foi indicado por Pezão para substituí-lo nas duas funções.

O coronel da reserva Rodrigo Vallim de Barros foi preso na noite de terça-feira pela Polícia Federal no aeroporto do Galeão, na Ilha do Governador (zona norte). Ele chegava de viagem. Já o coronel da reserva Evandro Costa Ferreira se entregou na manhã desta quarta-feira (13) na Cidade da Polícia, no Jacaré (zona norte do Rio).

Com a prisão deles, restam duas pessoas ainda foragidas - um empresário e mais um bombeiro.

Segundo o Ministério Público e a Polícia Civil, o esquema de corrupção acontecia principalmente no Setor de Engenharia do 4º Grupamento do Bombeiro Militar de Nova Iguaçu, do 14º Grupamento do Bombeiro Militar de Duque de Caxias (Baixada Fluminense) e do Grupamento de Operações com Produtos Perigosos, que reúne bombeiros responsáveis pela expedição de alvarás para funcionamento dos comércios da região.

As investigações indicaram que estabelecimentos comerciais e locais de diversão pública - inclusive um estádio de futebol - receberam autorização para funcionar sem cumprir as exigências de segurança previstas pela legislação para proteger os clientes em caso de incêndio.

Até a tarde desta quarta-feira, a reportagem não conseguiu localizar representantes dos bombeiros detidos.

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