Reprodução/Google Street View
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Menina de 11 anos morre atingida por bala perdida no Rio

Troca de tiros envolveu criminosos e policiais militares da UPP Camarista Méier

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

04 Julho 2017 | 19h24
Atualizado 04 Julho 2017 | 23h17

RIO - A violência no Rio fez mais uma vítima na tarde desta terça-feira, 4: uma menina de 11 anos morreu atingida por bala perdida durante um tiroteio na Favela Boca do Mato, no Lins de Vasconcelos (zona norte da cidade).

Segundo a Polícia Militar, a troca de tiros envolveu criminosos e policiais militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Camarista Méier. O subcomandante da UPP, tenente Márcio Luiz, também foi baleado. Ferido no ombro, foi atendido no Hospital Naval Marcílio Dias, também no Lins. 

A menina Vanessa dos Santos foi atingida quando estava na Rua Maranhão. Caçula de três irmãos, estava com a namorada de um deles ao ser baleada. Vanessa chegou a ser levada para o Hospital Salgado Filho, no Méier (zona norte), onde chegou morta. Segundo a família, um tio dela também morreu baleado nessa mesma região, há cerca de cinco anos.

Após o confronto desta terça, o Batalhão de Choque e agentes de outras UPPs reforçaram o policiamento na Favela Boca do Mato. Mas ninguém havia sido preso até as 20 horas.

Depoimento. Claudinéia dos Santos Melo, a grávida de 29 anos baleada na sexta-feira na Favela do Lixão, em Duque de Caxias (Baixada Fluminense), foi ouvida nesta terça pela delegada Raíssa Celles, da 59.ª DP (Duque de Caxias), em depoimento que durou cerca de uma hora e meia. Embora ainda internada, ela passa bem e foi autorizada pelos médicos a atender a Polícia Civil. O filho dela, Arthur, ferido por estilhaços da bala que atingiu a mãe, continua internado em estado grave na UTI neonatal do Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, também em Duque de Caxias.

A delegada não falou com a imprensa. O principal objetivo da policial era saber com exatidão onde a então gestante estava quando foi baleada. A delegada já ouviu também os seis policiais que faziam ronda pela favela na hora do disparo. 

Todos afirmaram que estavam saindo da comunidade quando foram atacados a tiros por criminosos. Apesar do susto, dizem não ter revidado. Os bandidos fugiram. As armas dos seis policiais foram recolhidas e serão submetidas a perícia. Por enquanto, segundo a delegada, os indícios são de que o tiro que atingiu Claudinéia partiu dos criminosos.

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