Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

Moradores da Rocinha relatam tiroteio após prisão de Rogério 157

Mensagens de aviso do confronto foram publicadas nas redes sociais

Constança Rezende e Roberta Pennafort, O Estado de S.Paulo

06 Dezembro 2017 | 10h54

RIO - Moradores da favela da Rocinha, na zona sul do Rio, relataram tiroteio na comunidade após o ex-chefe do tráfico na região, Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, ter sido preso na manhã desta quarta-feira, 6

+++ Traficante tentou mudar fisionomia para não ser preso

As mensagens de aviso do confronto foram publicadas em redes sociais mantidas por moradores, embora isso não tenha sido confirmado pela polícia. Por volta das 10 horas, o clima na favela era de tranquilidade, sem ruas fechadas e com movimentação comum.

Alguns moradores, questionados pela reportagem do Estado, admitiram estar apreensivos diante da instabilidade no comando do tráfico de drogas na favela. Eles informaram que, por estar muito visado pela polícia e caçado em várias comunidades nos úlimos meses, Rogério 157 já havia designado outro criminoso para tomar seu lugar.

+++ ESTADÃO Veja o momento da prisão de Rogério 157

"Nós, moradores, não sabemos como vai ficar. A notícia da prisão é boa em parte, porque ele já estava entregando o comando para outra pessoa, que ninguém sabe quem é.  Ele já sabia que tinha que se entregar, ou não sobreviveria. Para nós, é tenso demais", disse uma moradora, que perdeu vários dias de trabalho entre setembro e outubro por causa dos tiroteios na favela. 

+++ PERFIL: Quem é Rogério 157

"Vai ter reação de outros bandidos, com certeza. Pelo que a gente já ouviu falar, tem outras pessoas de frente querendo ficar no lugar dele. É sempre assim no morro", lamentou uma outra. 

"Temos que esperar para ver o que vai acontecer. Hoje cedo saí com meu filho e tive que voltar para casa na hora. Vi creches e escolas que não tinham funcionários. Muita criança com medo, muito, muito tiro. Nessas horas, não tem o que fazer. Eu tinha que passar pela Rua 2 e estava impossível, dei meia-volta", contou outra mulher, mãe de três crianças.

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