Mulher é morta por bala perdida antes de visitar túmulo do neto

Célia Maria Santos Peixoto, de 59 anos, estava com o filho mais velho quando foi atingida no rosto; policiais da UPP do Caju e ocupantes de carro trocavam tiros na proximidade

Clarissa Thomé, O Estado de S. Paulo

01 Dezembro 2014 | 18h28

Uma mulher foi atingida por uma bala perdida e morreu em frente ao Cemitério São Francisco Xavier, no Caju, na zona portuária do Rio, na tarde desta segunda-feira, 1º. A doméstica Célia Maria Santos Peixoto, de 59 anos, estava indo visitar o túmulo do neto, um adolescente de 14 anos, que morreu atropelado no ano passado, quando foi atingida durante tiroteio entre policiais da Unidade de Polícia Pacificadora do Caju.

De acordo com a Coordenadoria de Polícia Pacificadora, policiais da UPP do Caju se aproximaram de um Honda Fit, de cor grafite. Antes de serem abordados, os homens que estavam no carro atiraram. Os PMs revidaram e houve perseguição. Duas pessoas que passavam pelo local foram atingidas. Célia, atingida no rosto, morreu na hora.

Ela estava acompanhada pelo filho mais velho, Márcio Peixoto, e da mãe do adolescente morto, Monique Peixoto, quando foi baleada. O filho chegou a abraçar a mãe, para protegê-la, mas ela já havia sido atingida. Peixoto ficou em estado de choque. O marido de Célia, Messias Marques, de 54 anos, e a filha mais nova seguiram para o local e entraram em desespero.

Na troca de tiros, Claudio Silva, de 42 anos, também foi baleado. Ele foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado para o Hospital Municipal Souza Aguiar. A área em que Célia morreu está isolada, à espera da perícia.

Os ocupantes do Honda Fit seguiram em direção à Avenida Brasil e conseguiram escapar.

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